UMA VITÓRIA POR DIA

Archive for maio 2010

“Sou como você me vê. Posso ser leve e suave como uma brisa. Ou forte e avassaladora como uma tempestade. Depende de como e quando você me vê passar.”
Clarisse Lispector.

Nessa madrugada, iguais a muitas outras, quando faço meus exames de consciência, me lembrei de um provérbio que diz: “Quando apontamos o dedo para alguém, tem outros três apontados para nós mesmos”.
E com isso, senti que precisava priorizar a minha própria lista de erros e acertos, de qualidades e defeitos.
Analisar mais seriamente cada situação em que me achei prejudicada e mudar.

Eu sou uma pessoa simples de origem e complicada na essência.

Me contendo com pouco mas quero sempre mais. E como explicar isso? É mais ou menos assim:
Se tenho uma vida que me consome 1 moeda por dia e para viver o mês inteiro, precisarei de 30 moedas. Então vou batalhar primeiro para garantir essas 30 moedas. Isso será a minha maior preocupação. Mas… nunca ficarei acomodada apenas com essas 30. Se eu consigo garantir essas, tenho competência para adquirir mais 10. E quando conseguir, não vou querer baixar o nível do número de moedas, Então, vou batalhar para sempre assegurar as 40. E daqui a pouco, vou pensar que tenho capacidade para conseguir mais 10… e assim vai.
E isso não se restringe a dinheiro, é com tudo que some na minha vida. Quero sempre o básico confortável e o supérfluo permitido. Vivo com os pés no concreto e a cabeça nos sonhos, sempre tentando trazer os sonhos para o chão.

Certa vez, me julgaram como uma mulher interesseira, que só pensa em dinheiro e que eu precisava viver ao lado de um homem rico. Mas não sou esse tipo de mulher. O que me importa não é se o homem ganha muito, pouco ou nada. O que importa é a dignidade desse homem, a seriedade e a vontade de fazer, a cada dia, algo melhor para o futuro dele próprio. Acredito que, se ele estiver bem, ficará bem a relação dele com ele mesmo, com os filhos, com a família, amigos e comigo. Naquela época, tentava mostrar que era o tipo de mulher que lutava todos os dias, do jeito que sabia para que ele percebesse isso, mas aquele tipo de homem era cego e o pior cego é aquele que não quer enxergar.


Sei que tenho qualidades e defeitos, assim como todo mundo, com erros e acertos. Vou citar alguns:

Um pouco de bem e um pouco de mal. Basta misturar com água e torcer para acertar a dose.

Eu gosto de trabalhar.
Tento conquistar o que julgo necessário e entendo que pra conseguir as coisas, é preciso trabalhar, seja o trabalho remunerado que me garanta o sustento ou o trabalho em casa, que  garanta conforto. Pra mim, trabalho vem sempre antes de diversão e se tiver que trabalhar nos momentos que estavam separados para me divertir, então prefiro adiar a diversão. E a virtude, passa a ser um defeito, porque…

Tenho síndrome da hiperatividade
Não consigo relaxar e deixar coisas para serem feitas depois. Muitas vezes frustrei outras pessoas, em não compartilhar ou aproveitar momentos, por estar com a cabeça focada somente no trabalho ou em coisas que precisavam ser feitas. Acordo cedo, por volta das 6:00 mesmo nos dias em que não preciso, como fds, feriado ou férias. E não consigo ficar na cama. Eu levando e quando vejo, já estou fazendo alguma coisa. Não consigo ficar parada vendo um filme longo. Estou sempre olhando, procurando algo pra fazer. Isso se torna uma coisa física. Os músculos do corpo estão sempre contraídos, prontos para uma ação. Muitas vezes eu percebo que meus músculos estão tensos. Até dormindo, estou em atividade, pois tenho bruxismo, que é o ato de ranger os dentes ao dormir.

Sou organizada e prática
Com isso, acredito que minha vida se torna mais fácil pois não tenho uma lista enorme de pendências. Gosto de me sentir livre de pendências pra estar pronta para novas coisas a fazer. A parte boa é tenho controle do fluxo das coisas, pois elas vão chegando e sendo resolvidas. Mas  essa qualidade transorma-se em defeito porque…

Sou imediatista e impaciente. Quero fazer e resolver tudo na hora. Levo muito a sério o lema de “não deixe para depois o que pode resolver hoje”. Não suporto embasso! E acho que as coisas deveriam funcionar no meu tempo, na hora que eu quero. E quando não acontece, eu me sinto frustrada por ter que esperar os outros e fico pensando que se dependesse apenas de mim, já estaria resolvido.E com isso, vem mais um item, que pra mim é uma qualidade, mas os outros, julgam como defeito:

Sou sistemática, metódica e quero tudo arrumado
Em casa, no trabalho, no jeito de fazer determinadas coisas, tenho necessidade de fazer sempre do mesmo jeito. As coisas tem seu lugar e fico louca quando não acontece assim. E ODEIO bagunça, odeio sujeira, detesto trabalho feito pela metade. Pra mim, a vida funciona tão mais fácil sem obstáculos pela frente.
Acho um delicia viver em uma casa sempre em ordem. Camas arrumadas, pia sem louça pra lavar, sala em ordem, banheiro limpinho. Poder andar descalça pela casa sem que o pé fique preto. Pra mim, isso é um bem estar pra quem vive na casa e um presente pra quem chega. Não é trabalhoso, é só manter. Sempre vivi com gente bagunceira. Na infância, quando adulta, quando me casei, e agora, que voltei pra casa da família. Que largam as coisas pelo caminho, que não fazem manutenções, que estão nem aí. Será um castigo? Sempre tem briga.
Já no trabalho, sempre mantenho a caixa de entrada do e-mail com todas as mensagens lidas e o serviço feito e posso ir embora no horário, com a sensação de dever cumprido.

Tenho alterações bruscas de humor
É só acontecer alguma coisa que não me agrada. E na maioria das vezes são coisas simples. Um atraso, uma coisa deixada fora do lugar, algo que eu esperava ganhar e não ganhei, um ciumes, uma impossibilidade, fazer algo que não quero, estar perto de gente que não gosto. Com isso, faço cara feia, dou respostas atravessadas, trato mal pessoas, arranjo brigas na fila do supermercado e por aí vai. Mas passa rápido, assim como o mal humor vem, ele vai. Do nada. Eu fico bem, mas será que as outras pessoas ficam? Acho que não.

Meus critérios para perdão são estranhos
Tão estranhos que ainda não sei definir o que  perdoei e o que somente preferi deixar pra lá.

Sou ciumenta e possessiva
Ciúme é quando não temos aquilo que é dado para outros. E posse é quando não queremos dividir aquilo que temos.
Sempre quero dar algo para as pessoas. Seja material, como presentes, fazer surpresas, comprar algo que a pessoa vá gostar, fazer as vontades, ou dar atenção, carinho, estar presente, uma ligação, uma mensagem no celular, um e-mail carinhoso, um olhar. E quero sempre receber em troca, na mesma proporção. Se não recebo, fico infinitamente triste, me sinto injustiçada, e fico ciumenta.
E com posse, é sempre tão difícil pra eu ter as minhas coisas, conquistar  que quero, inclusive pessoas, que morro de medo de perder, de acabar, de tirarem de mim, então me torno possessiva e nunca quero dividir. Se compro um chocolate pra mim, compro um pra você. Coma o seu como e quando quiser, mas por favor, não toque no meu, nem que ele fique anos na geladeira, ok? Muitas coisas, tenho somente pra saber que estão ali, não uso, e não vou usar. Mas na minha cabeça, isso não dá direito ao outro de usar. O dia que me lá a louca, eu dou. Tiro tudo do armário e faço doação pra orfanatos, dou coisas pra vizinhos, pra gente da família, mas só quando eu quero.

Não faço média, não sei fingir, sou direta
Isso é como remédio. A dose é que faz ser remédio ou veneno. Não faço média. Se gosto ou não gosto, fica estampado na minha cara. Não consigo fingir. Falo na cara o que tenho que falar, não mando recado, não me importo nunca se a verdade magoa. Quando enfrento problemas, em brigas, em discussões, em debates, as minhas palavras são ásperas, o meu jeito é bruto.  Se tenho argumentos bons, vou até o final com eles.  Se conseguirem me provar que estou errada, aceito. Caso contrário, jogo tudo da forma mais cruel na cara do outro. A vida fez isso comigo. Não sou de passar pano, de passar a mão na cabeça. Jogo na cara os problemas e mostro o caminho. E fico puta com gente que finge ser incapaz de caminhar.

Sou carente
Ao extremo, principalmente de amor, de atenção, de cuidados, de carinho. Passei a minha vida inteira (sem exageros)  tentando me encaixar em algum lugar ou na vida de alguém. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e não tinha uma casa. Morava no emprego e não podia ficar comigo. Ela pagava pessoas pra cuidar de mim e essas pessoas e casas iam mudando. Dos 06 aos 15 eu morei com ela e depois ela teve que ir embora novamente e foi pra sempre. Minha vida foi ao lado de uma família emprestada. Até os 30 anos, tive obesidade mórbida e não me encaixava nem nas roupas. Quando achei que consegui me encaixar em algum lugar, me senti realizada, mas também não deu certo, por muitas das coisas que escrevo aqui. Do outro, eu quero pouco pra mim. Quero só amor, atenção, carinho, e lembranças boas. Não quero presentes caros. Quero uma flor de rua embrulhada em papel de pão. O presente maior está na hora que chegar e dizer que viu a flor e se lembrou de mim.
Então a minha busca eterna é pelo término da minha carência. Por isso que a minha certeza de felicidade é estar ao lado de alguém que me ame, em um lugar que possa chamar de meu, tentando todos os dias, ser e fazer alguém feliz.

Sou fiel
Sou fiel aos meus princípios. Jamais me vendo por interesses. Nunca traio os meus sentimentos. Sou verdadeira comigo e com os outros. Jamais traí a confiança de alguém, jamais enganei, porque já fizeram tanto isso comigo, eu sofri todas as vezes e sempre digo a mesma coisa: Nunca farei isso com alguém, nunca vou querer ser responsável por essa dor que sinto hoje. Com amigos, eu prefiro dizer a verdade, do que vestir uma máscara, só para não perder a amizade. Se fez algo pra mim, se fico sabendo de alguma coisa, eu vou jogar limpo. Se o amigo preferir nunca mais me ver, paciência, cada um com suas dificuldades. A minha consciência está mais confortável, do que se eu ficasse chocando uma situação para manter as aparências.
Em relacionamentos, eu sou fiel MODE ON COM FORÇA. Para homens o conceito de traição é diferente do conceito das mulheres. Pra mim, qualquer coisa que demonstre um interesse em outra pessoa é traição. Uma mensagem no celular, um e-mail, conversa no MSN, um olhar secreto, um encontro, é traição. Pois está oferecendo a outra pessoa o que deixou de oferecer a quem ama, ou diz que ama. E eu fui traída (muito). Sei o quanto dói isso.
(em breve, farei um post falando mais sobre traição.)

Amo de verdade e odeio a banalização do “eu te amo”
Não me apaixono fácil, pois tenho medo de me magoar. Mas quando isso acontece,  vivo tudo intensamente e se passo a amar, amo de verdade. Jamais falei que amo alguém como se diz bom dia. A banalização da palavra amor é uma coisa que me irrita.

Sou corajosa, batalhadora, forte e determinada
Na vida, tenho medo de poucas coisas: de barata, de escuro, de fantasma e de  injeção.
Sempre corro atrás do que quero, idealizo, planejo e faço, só pra ter o gostinho da vitória na boca. Enfrento meus problemas de frente. Poucas vezes peço ajuda, e agradeço a todos que me ajudaram quando precisei. Mas prefiro fazer minhas coisas sozinha. Não faço quando não dá mesmo, mas detesto me valer da bondade dos outros. Minha mãe e minhas tias me ensinaram a pescar. Um dia, voltei dizendo que não encontrei peixes e elas então me ensinaram a caçar.

(…) vou atualizar esse pots algumas vezes, pois como citei no começo, sou do tipo de mulher complicada na essência.

Mas no geral, sou do tipo de mulher que com defeitos e qualidades, procura somente ser feliz,  alcançar  objetivos e sonha encontrar um amor pra vida inteira.


 

 

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No condomínio Débora Podda existem muitos andares, vários departamentos, inquilinos e dois moradores em especial:

O Diabo. Chama-se Sentimento e mora no andar do coração.

O Anjo chama-se Razão e mudou-se de mala e cuia pro andar da cabeça (bem phino ele, mora na cobertura).

Mas cada um desses dois moradores, assim como todo mundo, tem seu lado bom e seu lado ruim e vamos conhecer em breve.

O condomínio Débora Podda está passando por reformas estruturais, aquelas chatas, mega barulhentas, que fazem quilos de pó. Todo mundo reclama que com essa reforma, o condomínio ficou uma bagunça, uma aguaçeira incontrolável que vem lá do andar “olhos” e o motor do elevador, que fica lá no “pé esquerdo” está parado a quase dois meses, já que depois que quebrou, não andou mais.

No condomínio existe uma questão a ser resolvida.: A eterna briga entre os moradores Sentimento e Razão, pelo lugar de conselheiro  da síndica em suas tomadas de decisões em benefício do condomínio.

A síndica, (mulherzinha metida, briguenta, mas de bom coração) consulta esses dois moradores para tomar algumas decisões importantes e há alguns meses, ela vem os consultando ainda mais. Ela precisa superar um acontecimento, e fazer com que as palavras “pensamento, entendimento, desprendimento, aceitação e renúncia” façam parte do condomínio. Ela está muito divida entre os conselhos de Sentimento e Razão.

Então vamos apresentar os oponentes e seus argumentos

Sentimento - o diabo

Sentimento é um diabo.  E como todo capeta de responsa,  é egoísta, ciumento, possessivo, perfeccionista e mandão. Quando faz muitas visitas à síndica, ela fica impregnada disso tudo e o condomínio vira um inferno. Quem passar perto vai levar espetada de tridente.

Mas… diabo também tem lado bom. Ele mora no andar do coração. Somente por esse fator, ele, quando consultado sobre decisões a serem tomadas, aconselha de forma sentimental. Vai buscar dentro de seu quarto de bagunças, todas as lembranças que estão lá. Fotos, presentes, momentos, palavras poemas, músicas, datas importantes, tempo dedicado, vontades de viver tudo novamente, a saudade e tudo, tudo que ele encontra pelo caminho e que, sorrateiramente, de forma mais leviana, guardou para ser usado no momento de persuasão. E ele inda tem uma arma secreta. O Cofre. Lá, está escondido o mais precioso de seus tesouros, que faz com quem o consulta, fraquejar e lhe dar ouvidos. O Amor que existiu na situação a ser consultada. Sentimento acredita que o amor supera todas as barreiras, e faz calar a boca do mundo inteiro. Acha que não é vergonha sofrer por amor, que a tudo perdoa, e que todos devem lutar pelo amor, seja lá onde ele estiver, não importa o que tenha acontecido. Se existe amor dentro do cofre, por mais terrível e diabólica a situação, Sentimento quer falar mais alto, quer que o perdão se faça presente e que o amor seja libertado do cofre onde está preso.

Víu, quem disse que diabo é de todo mal?

Agora vamos ao outro ponto do Ringue:

Razão - o anjo

Amoroso, fiel, amigo, prestativo, objetivo, determinado e companheiro. E são essas qualidades que a síndica deixa aflorar quando o anjo vai tomar um chá na casa dela. O condomínio escuta o som da harpa das 00:00 às 23:59.
Quando consultado, Razão mostra que a melhor decisão tem que ser tomada levando em consideração o lado prático das coisas. Ele não quer que a síndica sofra, não quer que ela tenha dúvidas. Ele não a deixa sonhar, não deixa com que ela se engane. Ele afirma que no andar onde mora, na cabeça, não existe lugar para esperanças, vontades, desejos, saudades e sentimentalismo. Ele diz que é melhor sofrer agora, esquecer e viver outra coisa amanhã. Ele diz que o sentimentalismo é traiçoeiro que que tudo que envolve amor, pode trazer dor.

Com a palavra, a síndica e seu dilema

Sentimento e Razão, vamos conversar seriamente.
Querer, as vezes é diferente de poder , e tomar cacetada atrás de cacetada, pra que?
Estou lutando aqui,  pra secar minhas feridas, pra ir em frente,  querendo abrir espaço pra outras coisas. Então, senhor Sentimento, não me venha  fazer amolecer agora, por favor. Eu sei que as vezes sou uma mentirosa de quinquagésima categoria, que falo por aí que não sofro, que não lembro, que não penso, que tô nem ai, mas me faça o favorzinho de me deixar aqui assim, sem a lenga lenga eterna do sentimentalismo.

Sabe porque? Porque Razão me faz acreditar que não vale a pena eu ficar me agarrando a um passado que já acabou, e com isso, sofrer todos os dias.
Eu sei, todo mundo sabe, lá dentro do seu cofre tem aquele amor gigantesco, junto com um pedaço de papel escrito uma história que nunca vai se apagar. É melhor eu ficar aqui, mesmo querendo estar lá, entende?

Razão, sua praticidade é tão objetiva e torna tudo muito mais simples, sem sofrimento, sem lágrimas, ou com todas elas escondidas. E sem a triste e amarga ilusão de o que eu quero, o outro quer também. O Sentimento me fala todo santo dia que aposta que sim, que ninguém esquece tudo isso de um dia pra outro, e que somente está usando pessoas pra esquecer, pois até os apelidos são os mesmos. Que sabe que se tudo fosse direito  sem os problemas que levaram ao fim, tudo poderia ficar ou voltar a ser o que era antes. Bastava querer e lutar para fazer tornar-se realidade. Bastava deixar o orgulho de lado, pedir desculpas e conversar. Assumir as fraquezas e acima de tudo, assumir o amor. Mas senhor Sentimento, deve se lembrar que por aproximadamente 30 e poucos dias eu fiz tudo isso. Quantos pedidos de desculpas eu enviei, quantas explicações eu dei? Quantas vezes liguei, sofri e chorei? Até quando eu tive esperança em retomar?
E o que aconteceu? Coisas que me deixaram muito pior do que já estava. Fui trocada, traída, sem um aviso, sem uma palavra, sem nada. O amor que eu achava que existia no cofre do lado de lá, já não existia a muito tempo. Eu era como um sapato velho que você coloca em uma sacolinha de supermercado e deixa lá, pendurado em um canto, até o dia que você joga na calçada, pra qualquer um pegar.

Razão neste dia, riu da minha cara e falou: “Eu te disse, todo mundo te disse, mas você não quis ouvir, preferiu dar atenção ao Sentimento e ficou lá, só esperando o chute. E tomou.”

Razão me apresentou uma pessoa que me ensinou os exercício da balança, para ver o que pesava mais, o lado bom ou o lado ruim. Razão me faz acreditar todos os dias que o porto seguro que eu procurava era um barco flutuante com um furo no meio. E você, Sentimento, nesse dia tentou me explicar que se encontrasse por aí, em suas viagens, um hiper, mega, ultra bonder, que vedasse esse buraco do barco de vez, eu poderia entrar nele novamente.
E como eu queria acreditar nisso. Ah… como eu queria. Viver tudo novamente. Olhar nos olhos e dizer, “que bom que você veio me buscar. Que bom que você lutou por mim“.

Mas, Razão me deu um soco na cara na hora que pensei isso e me dá um novo, toda vez que volto a pensar e diz com sua voz fria “Não se iluda!”
Já estando toda roxa de tanto apanhar, resolvi escuta-lo e comecei a jogar minhas lembranças na calçada também.

Razão me faz acreditar que eu não signifiquei nada, que de mim, não sobrou nada de bom pra lembrar,nada!!!”

Mas Sentimento me perguntou que se um dia o meu telefone tocar, e se me lembrar da voz do outro lado, pedindo pra me ver, pra conversar, pra perdoar ou magicamente, retomar, o que eu iria fazer? Eu iria abrir meu melhor sorriso, pegar meu maior brilho nos olhos e a mais forte bateria de coração e seria a pessoa mais feliz do mundo?

Razão já conversou isso comigo, dizendo que é totalmente impossível. Que tenho que seguir em frente, procurando coisas novas, diferentes, não esperar nada, não ter ilusões e esperanças sobre esse assunto, pois isso não existe mais. E perguntou quantas vezes mais vai rir da minha cara e dizer: “Eu avisei”!?

Então senhores, entendam, estamos em fase de adaptações e mudanças profundas. Um dia, penso em uma coisa e outro dia, penso algo completamente diferente. Entendam que isso é normalíssimo. Nesse momento da nossa conversa, “eu queria”, mas as vezes, querer não é poder. E se por acaso esse dia acontecer, não quero por perto nem Razão, nem Sentimento.


“Baby eu queria ficar com você, pra sempre
Ficar do seu lado
Ser seu amor eterno sua paixão
Baby eu só queria
Te dar a mão”

Estou solteira, e como tenho esperado pra curtir isso. É só esse pé ficar bom pra correr pra rua e ir viver meus dias .
Fazer só o que eu estiver a fim é ótimo.

Quando estou solteira, adoro não ter que dar satisfação. Amo ir sozinha ao cinema, acordar sábado de manhã, bater perna, fazer compras, voltar, guardar as minhas coisas no lugar, cuidar da minha casa, das minhas cachorras, tomar um bom banho e sair novamente. Ou seja, aproveitar o dia inteiro com coisas boas. Eu trabalho a semana toda, quase não tenho tempo, então no fds é quando quero aproveitar pra fazer tudo. (coisa de gente hiperativa que assusta quem não tem esse “probleminha”)

Quero de forma mais que urgente retornar às minhas viagens de última hora pra qualquer lugar, sem roteiro planejado.

Durante a semana, como é bom sair do trabalho e aceitar qualquer convite, sem ter hora pra voltar pra casa.

Olhar o japa tatuado delicinha do restaurante da estrada sem precisar me explicar, dançar com quem eu quiser e dar beijinho de canto de boca/bochecha na hora de despedir ou aquela ida ao banheiro do bar, só pra esbarrar sem querer em alguém que está me comendo com os olhos (uuhh), sem ter medo de ser pega e  falar a minha frase tão conhecida frase entre as amigas: Pegava fácil!!!!

Quando estou solteira, não perco tempo vendo filmes que não quero, em lugares que não quero estar, com gente que não suporto ou ouvindo coisas que não quero ouvir. Não tenho que fazer média. Se o lugar, as pessoas, o clima pesou e deu sono, vou embora e fim. Não preciso ficar esperando tudo virar abóbora.
Também não fico horas fazendo a pessoa entender que laranja nasce em pé e não brota do chão. Provar como as coisas funcionam de verdade já basta da gente para com a gente mesmo.

Eu sei que ser solteira é também ter prós e contras. É chato não dividir a cama nas noites em que mais se precisa. Eu sei! Mas a vida é feita de trocas, de calor e de espinhos. Até que ponto a troca é justa, o calor existe e os espinhos ferem?. Tá, nem sempre vai rolar aquela pegada ninja, ou aquele abraço bom que a gente descarrega tudo, então passamos a valorizar muito mais quando tem. O calor não vem de onde a gente quer? Se enrola no edreodom,  depois aceita “aquela blusa quentinha quando alguém oferecer”.

Se juntar a alguém não é nenhuma maldição. Muito pelo contrário, buscar um outro é condição da alma humana. A minha necessidade é de sempre estar com alguém. O meu sonho de vida é viver feliz ao lado de quem me ama. E vou procurar sempre.

Quando NÃO estou solteira, vivo em função de quem eu amo, adoro aquele telefonema perguntando onde estou, até abro mão das minhas vontades, necessidades e ideais pra estar sempre junto. Eu cuido da pessoa, faço as vontades, gosto de fazer surpresinhas, dou presentes sem data especial e nas datas especiais também. Sou daquelas que vê um vestido na vitrine e pensa: “ele vai gostar de me ver com isso”. Amo, sou fiel e quero que dure pra sempre. Mas sempre quero receber tudo em troca, na mesma proporção, e ai que está o perigo. Se não recebo, fico magoada e perco completamente o tesão pelas coisas.

Mas existe sempre o período da entressafra, que não deve ser rejeitado nunca. Entre uma colheita e outra, tem o tempo de se adaptar as mudanças. E é nesse cai não cai que a vida também gira.

Eu não sei como e quando será que eu vou juntar minhas escovas de novo e reler esse texto, vendo o quão imatura eu era. Eu sei que um dia eu vou ter aquele brilho da babaquice nos olhos que estranhamente faz a vida ter sentido. Até lá, eu ainda sigo mantendo a saúde em dia, distribuindo piscadas sem-vergonhas e sorrisos safadinhos por aí, olhando os japinhas tatuados e sendo feliz.

Se quiser se juntar a mim…Tô na pista pra negócio! BeijoMeliga.

Tenho me esforçado muito para abandonar o passado e parar de assistir a televisão emocional sempre no mesmo programa, que mostra como  sofri com determinadas perdas: isso está apenas me envenenando, e nada mais. Tenho deixado de pensar nos momentos da vida que já se acabaram. Tem dias que consigo.

Estava há um tempo me perguntando por que tais coisas aconteceram.  Eu achava que não daria mais um passo enquanto não entendesse as razões que levaram certas coisas acontecer, que eram tão importantes e sólidas pra mim e foram transformadas em pó. Hoje eu já não quero entender mais. Fiz meu exame de consciência, detectei meu erros e não quero mais entender o porque das atitudes dos outros.

As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso, há alguns dias (por mais doloroso que seja!) estou me desfazendo de coisas que trazem recordações. Um dia foram os telefones de contato, em outro, e-mails enviados, fotos no computador e de porta-retratos, e com isso, os pensamentos sobre as situações e pessoas, já não são mais constantes. Tudo o que senti no passado e o que sinto agora é o que está acontecendo no meu coração e me desfazendo de certas lembranças significa também que estou abrindo espaço para que outras tomem o seu lugar.

A dor está passando, as feridas estão cicatrizando.
O sentimento de perda, de decepção, de frustração, de abandono estão saindo e deixando lugar para outras coisas. A cada coisa que jogo fora, que deleto, parece que é como um vento forte que entra pela janela. É frio, bagunça tudo, dá vontade de fechar a janela, de não jogar nada fora… mas esse vento renova o ar. Está sendo feito no tempo certo. Não tem mais tristeza, não tem mais raiva. Só tem a vontade de deixar tudo em ordem e abrir espaço para novas coisas e EU PRECISO FAZER ISSO POR MIM.

“Oh cause blue skies are calling…But I know that it’s hard”

O Flávio Siqueira escreveu sobre os prazos de validade. Quando li esse texto pela primeira vez, não gostei, na verdade odiei. Porque eu achava que outras pessoas agiam assim comigo. Como se eu fosse um produto com prazo de validade vencido e foi jogado fora.
Mas hoje percebo que estou fazendo a mesma coisa. Jogando fora tudo que está com prazo de validade vencido.

“Tudo na vida tem prazo de validade. Em alguns casos, pode durar menos, outros mais, o fato é que chega um tempo em que a textura muda, o sabor termina, o doce azeda.

Nem tudo vem com rótulo, cabe a nós a capacidade de discernirmos o tempo de cada coisa, interpretando os sinais de que, o que era bom, agora deixou de ser. Venceu.
O problema não é que as coisas estragam, mas a nossa incapacidade em perceber que o prazo venceu.

Profissões também vencem. Se ao envelhecer, o sujeito continuar com as mesmas expectativas do tempo em que estudava, será um eterno estagiário.

As amizades tão longamente cultivada desaparecem sem explicações.

Casais que esperam encontrar no passar dos anos os mesmos sentimentos dos primeiros dias, vão se decepcionar. A relação não ficou ruim, ela só mudou.

Tudo muda. Tudo na vida começa como uma paixão platônica por alguma coisa e um dia essa paixão termina, pois chega outra.
Uns insistem apesar da incompatibilidade de perspectivas, Para cada um ele chega em um momento, mas um dia chega e não se impressiona com birras ou serviço prestado.

Feliz quem o reconhece como possibilidade de seguir adiante, sabendo que, se chegou até aqui, pode ir ainda mais longe. Saber disso, é andar consciente.

Esse se encherá da confiança daqueles que sabem que só para de caminhar, quem já venceu todos os prazos. Enquanto isso, ultrapassa cada etapa, dando sentido a seus passos, significando o que faz. Com o tempo, os prazos vencem, a vida muda de cor e o que fazia sentido perde o valor.

Dê valor enquanto tem, entregue enquanto pode, mas, o dia em que o prazo vencer, não insista. Não lute contra ele. Caminhe com gratidão, sabendo que deu seu melhor e que chegou onde deveria chegar.

Para tudo há um prazo, cada coisa o seu tempo, o que começa , um dia terminará.

Felizes os que percebem. São os que convivem com a certeza de que, depois de cada prazo, vem o recomeço : uma nova oportunidade para seguir cada vez mais longe.
Para esses,o destino sempre é a próxima parada.”

Estou arrumando a casa. As coisas com prazo de validade vencida estão indo para o lixo. Logo poderei receber novas visitas.

o covarde se isola em seu mundo e sua vida fica parada

Ás vezes é difícil encontrar coragem para mudar. Mesmo sentindo que determinado padrão precisa ser mudado, que não estamos felizes, incomodados com os resultados das nossas escolhas, bate um medo, uma dúvida sobre o incerto, sobre quebrar  vínculos, fazer novas tentativas, reconhecer   erros e assumir riscos. E ninguém quer arriscar !

Então pensamos… “Deixa disso, melhor ficar como está, por pior que seja, do que enfrentar o desconhecido e correr o risco de piorar as coisas. Bem ou mal, pelo menos conheço meu terreno e sei que, se eu quiser, tudo permanecerá como está.”

Mas esse é o problema. Ainda que pelo lado de fora ninguém note, deve existir uma espécie de sensor interno que dispara sempre quando não estamos felizes. Seu disparo tem um som agudo, continuo, incômodo, e fica lá, fazendo um barulho infernal até que façamos alguma coisa. O meu deve ficar atrás da pele do rosto, porque quando estou insatisfeita com algo, já se instala a minha tão conhecida “cara de cu”, que só desativa quando eu resolvo o que está me incomodando.

Se lembrássemos que corremos riscos mesmo quando não mudamos nada, talvez aprenderemos a arriscar mais, sabendo que o que conhecemos como risco, na verdade é o movimento da vida em direção á próxima página. Resistir a ela nos fará mal. É o arrependimento por não ter feito.

Se soubéssemos que, ao enfrentar os riscos, nossos fantasmas diminuem, seríamos mais ousados, lembrando que geralmente, nossos medos são criados por nós, a partir de nossas inseguranças e fantasias.

A vida de uma pessoa sem coragem não anda e, parados, somos engolidos por quem vem atrás. E é fácil perceber isso. Andando no shopping, encontramos aquele amigo que a muito tempo não víamos e logo perguntamos: O que tem feito da vida? E a pessoa conta um milhão de coisas: que trabalha em uma empresa bacana, que fez uma viagem sensacional, que acaba de comprar um carro novo de presente de formatura pro filho, que está fazendo um curso. Ficamos felizes pelo sucesso do nosso amigo, mas se não temos muito o que contar sobre os acontecimentos da nossa vida, e pior, se os acontecimentos não foram bons, é mais fácil dizer que estamos com pressa e encerrar o assunto, despedindo-se do amigo. Essa é a fuga dos covardes.

Assim como o tempo nos impõe determinados ciclos de crescimento, amadurecimento e envelhecimento, a vida carrega em tudo, possibilidades e oportunidades de mudança, sempre. Para ter coragem é necessário acompanhar o fluxo das coisas de forma positiva, tudo o que acontece, tudo que se move.  E nada disso tem a ver com dinheiro, tem a ver com a vontade de começar.

Coragem, força ou determinação?
Eu não sei diferenciar o que é força e o que é coragem e o que é determinação Penso que uma completa a outra, ou que podem até ser usadas como sinônimos. Eu acho que tenho as três coisas.

Sempre tenho na cabeça que se eu for esperar ter dinheiro sobrando pra fazer alguma coisa, nunca farei, porque o dinheiro não sobra nunca. Então é melhor idealizar e se comprometer logo. (só funciona com pessoas que assumem e honram suas dívidas.)

Passei um tempo da minha vida sendo covarde em algumas coisas, principalmente na minha fase de obesidade mórbida. Estava acomodada com um trabalho que detestava, com a vida que levava e com a situação do peso. Tinha vontade de mudar tudo, mas estava estacionada, empurrando meus dias com a minha barriga enorme, esperando sempre que algo mágico pudesse acontecer e resolver meus problemas. Decidi então mudar, fui estudar, me formei e mudei de emprego. Fiz a cirurgia de redução de estômago e mudei de formato completamente. Entrei de cabeça em um relacionamento que mudou mais uma vez a minha vida. Infelizmente não deu certo e mudei mais uma vez. Nesse último acontecimento, movida pela covardia alheia em resolver de forma correta os problemas, fui resolver a minha parte, , completamente fragilizada devido a um acidente de moto, no qual tive uma fratura exposta no tornozelo. Um dia depois da alta do hospital, fui fazer a minha mudança, com a ajuda de amigos.
Recentemente me matriculei em um curso completamente fora da minha área de atuação profissional, pois senti a necessidade de ter uma renda extra para pagar as parcelas do apartamento que estou financiando, sem ter que usar a minha renda oficial. Esse trabalho vai consumir meus finais de semana, noites, feriados, mas vai ajudar a concretizar meus planos.

Eu sou movida por impulso. Um impulso do imediatismo, da impaciência, que são dois defeitos, mas que pra mim, sempre são a mola propulsora da minha força, coragem ou determinação.

Nos exemplos que citei, agi sempre por impulso e imediatismo, mas fiz o que deveria ter sido feito. Se eu fosse esperar a situação melhorar, ter dinheiro sobrando ou dia estar ensolarado, o tempo iria passar, novos compromissos chegando e tudo iria ficar pra trás.Mas em todas as mudanças e atitudes que tive, as experiências foram boas, pois servem para ver o lado bom e ruim de tudo e mais que isso, serve para que eu tenha sempre a certeza que querer, poder e conseguir não é só a mais conhecida frase da Xuxa.

Egoísmo necessário
Chega então a hora de tomar as rédeas da nossa vida e pra isso é necessário um pouco de egoísmo. Imaginar que não existe mais ninguém no mundo e que tudo depende só de nós. Isso gera um impulso, uma determinação que é preciso fazer algo. Deixar de lado os problemas  e necessidades de outras pessoas e trabalhar em prol de nós mesmos.

Levando em consideração somente o mal de agora, sem se consumir com o de amanhã, fica mais fácil entender que tudo o que tem para ser vivido, deve ser vivido hoje e nele está a  força, coragem e determinação para construir o amanhã, sem medo de mudanças, consciente de que nada é estático, agradecendo pela possibilidade de se reinventar, ser quem quiser ser o tempo todo, assumindo riscos e consequências.

Ter vontade de tirar  a venda do comodismo e deixar a claridade do novo entrar.

Ter força para sair do quarto escuro. Do outro lado da janela, da porta, da rua, existe um mundo de possibilidades. Basta ter coragem de caminhar até lá.

A cena: O cara entra no coletivo e coloca o papel no seu joelho. Vai lá na frente e começa a gritar o poema decorado. Ou, quando não pode falar, volta com a cara mais miserável que ele sabe fazer, pega o papel e vai embora.

Todo mundo já ouviu ou leu o Poema do Pedinte –  “Eu podia tá robanú, eu podia tá matanú, to aqui pedinú sua ajuda pá interá o leite das criança…
Tem quem ajuda, tem quem não ajuda e existe um monte de opiniões sobre isso.

Durante esse tempo que estou de licença médica, venho pensado mais sobre coisas como lamentação, acomodação, falta de esperança no futuro, falta de planos, firmeza em seguir no caminho certo para alcançar metas.
O que vejo de gente por aí, que se encosta nos outros, acreditando que “pedir”, esperar ganhar do outro uma possível resolução de seu problema é a forma mais certa, fácil e garantida para que fique tudo bem.

O poema do pedinte não é só recitado pelo carinha que está no ônibus, pela velhinha sentada na calçada com a mão estendida, o cara que toca a campainha da nossa casa pedindo um prato de comida ou uma roupa usada.

Todos somos pedintes em diferentes graus e já até  recitamos o poema algumas vezes. Nós que temos casa, comida, emprego, família (ou não necessariamente tudo isso), recitamos o poema do pedinte quando nos fazemos de vítimas em situações que achamos mais fácil nos colocarmos em uma posição de injustiçados pela vida, não compreendidos por muitos e ajudados por poucos.

Todos passam por problemas, por situações complicadas e fases ruins. O que importa avaliar é até que ponto estamos realmente em posição de combate para mudar o que está ruim e vencer. Pedir ajuda faz parte dos ser humano. Sempre precisamos contar com outras pessoas para alguma coisa, pois vivemos em sociedade, em grupo, em comunhão com outras pessoas, que confiamos, que queremos e que nos querem bem. E é bom receber a ajuda que esperamos.

O problema é quando o pedinte vira pedinte de carreira, quando acredita que a ajuda virá sempre, incondicionalmente.  Pior que isso, não da mais importância para os planos, as metas, a busca por dias melhores, pois o básico será garantido, quando passar a sacolinha ao término do recital. O que dá raiva na atuação do pedinte de carreira é o seu enorme poder de persuasão.

Quem é mais errado, o pedinte de carreira ou quem mantém o status dele??

Vela a pena esperar o mundo acabar em barranco pra sentar e se encostar? Eu prefiro sentar, encostar em uma cadeira confortável na praia, curtindo o que conquistei.

É correto pensar que não adianta procurar emprego, pois está ruim pra todo mundo, tudo é culpa do governo, do passado e dos outros e que, o que vai ganhar não é o suficiente?
Eu prefiro acreditar que existem formas alternativas de trabalho rentável (fazer bolo em casa e vender na rua, vender bijuteria na porta da faculdade, passear com cachorro de madame, fazer entrega, vender bolacha na frentes do hospital)

No meu ponto de vista, a pergunta que vale é a seguinte: Tá ruim? O que você tem feito para que não fique pior?


E esse pots sério começou com uma palhaçada no MSN hoje pela manhã


!!!Maurício[S.E.P] ™diz:
c vai ficar até qdo memo de molho aí?

Débora diz:
Até 01-07 – to até indo la na empresa gravar algumas coisas, uma vez por semana

!!!Maurício[S.E.P] ™diz:
pqp…sem salário até lá???e ai…como faz para sobreviver…dá a bunda????..rs

Débora diz:
ou algo desse tipo
hauahauahauahauaa
eu acho que vou fazer malabarismo com bolinhas no farol aqui do lado de casa, que c acha?

]!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
boaaa, pertinho, da pra ir almoçar em casa…rsrs

Débora diz:
o foda vai ser quando a bolinha cair no chão

!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
é…fodeu…rs

Débora diz:
ou posso vender mixirica no farol tb, ta na época, ai nem precisa vir almoçar em casa
jaiajhaiuahauahauaa

]!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
balas…..chicletes…..
bombom

Débora diz:
isso engorda, melhor nao

!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
sanduiche de presunto…

Débora diz:
vou fazer as adaptações aqui na cadeira de rodas, vou botar luz neon,  e sirene, pra chamar mais atenção

!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
coloca estrobo tb….rs

Débora diz:
issoooooooo
giroflex

!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
põe um funk…rs e anda só de uma roda

Débora diz:
claro, esse nao pode faltar

]!!!Maurício[S.E.P] ™] diz:
odeio funk

Débora diz:
quem nao odeia^???? mas tem que inovar, tem que investir no diferente. Vou botar funk Árabe e umas daçarinas. P

Débora diz:
pensa, meuuuu, uma com burka e outra de odalisca HuakUahua

!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
jesuisssss…rs

Débora diz:
Paro a cadeira no sinal, ligo o funkão e elas lá, correndoooo, deixando os pacote de bala no retrovisor
vai ser foda, o Jô vai me entrevistar

!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
ai os caras vão atacar coisas em vc…rs
laranja podre…maçã….banana

Débora diz:
blzzzzzzz
eu cato tudo, venho aqui em casa, faço geléia e vendo amanhã

]!!!Maurício[S.E.P] ™ diz:
afe….pobre é foda…rs

Débora diz:
é nada.. pobre esperto sabe ver oportunidade em tudo

Débora diz:
ou fica lá gritando no bus

Débora diz:
eu podia tá robanú… eu podia tá matanú…

🙂


E não é que, aquelas nuvens carregadas, um dia, o vento espalha?
Tá certo que tem dias que elas chegam novamente, trazendo aquele sentimento chatinho, triste, saudoso…
Claro que um coração partido pode ir muito além de um simples relacionamento terminado. Uma demissão, alguém que vai pra um lugar muito longe e não vai voltar, uma virada de página, ou uma saudade que teima em insistir. Mas uma coisa é certa: atrás das núvens, tem um céu azul!

Cause it’s time to leave
Those feelings behind
Oh cause blue skies are calling…

E pra quem não viu ainda aquele céu azul chegar, é só relaxar e continuar em frente. Não é fácil mesmo, mas ele chega… Aperta o play que ajuda.


UM POUCO DE BEM E UM POUCO DE MAL. É SÓ MISTURAR COM ÁGUA.

Trabalho com comunicação há cerca de 10 anos.
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RADIALISTA - Locutora profissional em espera telefônica, URA, spot comercial, corporativo, documentário, video-aula, áudio book, varejo, cerimonial e locução infantil.
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PUBLICITÁRIA - Redação, desenvolvimento e criação de campanhas, comerciais, slogans e jingles.
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*moro em São Paulo
*tenho duas filhas de 4 patas
*adoro cozinhar e comer
*palmeirense
*tenho transtorno compulsivo depressivo, em tratamento

ESSE BLOG serve como uma terapia para exteriorizar meus pensamentos, perceber minhas necessidades de mudança, avaliar meus erros e acertos, virtudes e defeitos.
Aqui tem minhas tristezas e alegrias. Meus sonhos, planos e conquistas.
Tem me ajudado! Espero que ajude você a também ter uma vitória por dia.
Um beijo.

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Enfim deu certo. Pão pizza Bolinho para aniversario do meu gato @roberto_terremoto 
Desejo muita saúde e alegrias, com a benção de Nossa Senhora Aparecida!
❤️🙏🏻 Parabéns para o meu gato!!!
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