UMA VITÓRIA POR DIA

Archive for junho 2010

“Cada dia traz sua alegria e sua pena, e também sua lição proveitosa”
José Saramago

Sábado passado estava conversando com alguns amigos e  ficamos lembrando coisas que vivenciamos juntos: Os projetos que iniciamos, como sermos a primeira rádio web com transmissão ao vivo no Brasil, as pessoas que conhecemos, as rádios que trabalhamos, as coberturas de eventos que participamos, tanta gente que conhecemos… e esse papo todo sobre trabalho foi para o lado da vida pessoal de cada um. As conquistas, as coisas que não deram certo, os planos. No final da conversa cheia de saudade dos “bons tempos”, falamos a tão conhecida frase “Eu era feliz e não sabia…”

Todo mundo já disse essa frase  inúmeras vezes! Comecei então a pensar sobre isso.

Quando me lembro da época de escola, que a minha única preocupação era passar de ano (o que nem sempre rolava) eu era feliz e não sabia.

Quando era adolescente, a minha preocupação era com a roupa que iria colocar no dia da baladinha, se o carinha da sala ao lado iria me dar mole, se a minha mãe iria me dar dinheiro no final de semana e se eu teria uma espinha na cara no dia da festa. Eu era feliz e não sabia.

Quando comecei a trabalhar, aos 18 anos, o meu dinheiro era só pra comprar roupa, sapato e bolsa, e não tinha preocupação com contas, taxas, parcelas, tributos e impostos, eu era feliz e não sabia.

Quando entrei pro mundo da comunicação, trabalhando as vezes de graça, fazendo altas jornadas de trabalho, cobrindo eventos, viajando, fazendo pauta pra programa e ficando mega cansada, eu era feliz e não sabia.

Quando vivi algo muito diferente na vida, eu era feliz e não sabia

Até pouco, bem pouco tempo atrás, eu achava que não estava feliz e lembrando do que passou, reclamava  que era feliz e não sabia.


MAS PERA AÍ!!
!  Se todas as vezes que eu lembro de alguma coisa que passei, percebo como aquele tempo era bom, como eu era feliz e não sabia…logo, eu sempre fui feliz!!!

Veja só, como o cenário altera o sentido das coisas!

CENÁRIO 1 – Em uma tarde qualquer, depois de ter almoçado aquela comidinha mais-ou-menos do refeitório da empresa, lá pelas 3 da tarde com a mesa abarrotada de serviço, telefone tocando, chefe chamando, prazos estourando, chego perto da janela, olho lá fora, vejo um dia lindo e penso: poxa… toda uma vida lá fora e eu aqui!

CENÁRIO 2 – Fico em casa durante 3 meses, sem botar o pé no chão e a cara na rua,  curtindo dor de uma fratura exposta no tornozelo devido a um acidente de moto, passo o tempo vendo filme de 20 anos atrás ou reprise de novela, conversando com os cachorros, jogando farmville e olhando pras paredes. Então chego perto da janela, olho lá fora, vejo um dia lindo e penso: poxa… toda uma vida lá fora e eu aqui!

Porque temos o triste hábito de não aproveitar o momento atual, agradecer por tudo e saber que somos felizes sempre? De achar que a grama do vizinho é sempre mais verdinha, o prato que o seu amigo escolheu no restaurante é mais gostoso e que éramos mais felizes no passado?
Simplesmente porque temos que começar a pensar que a vida está dentro de nós e não lá fora!!!

O cenário é apenas o contexto em que nossa vida está no momento. O trabalho, a casa, os momentos, os amigos.  Fazemos parte de tudo isso a todo momento e temos total liberdade para mudar tudo, basta fazer as escolhas.

Mesmo quando acontece alguma coisa que julgamos ser terrível, que estamos infelizes a beça, temos que saber que, talvez naquele momento, as coisas se pareçam absurdas, injustas e sem propósito, mas o tempo vai mostrar que tudo que acontece, tem sua razão de acontecer e sempre a razão é: nos tornarmos mais experientes,mais prudentes, mais tranquilos e  tudo isso traz felicidade.


A FORMÚLA DA FELIDADE É:  (SeR)² fe³ + liZ+ (tO) + Do (Di)² + a



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Hoje fui ao cabeleireiro. Quem me conhece sabe que meu cabelo liso é um fake bravo e com força, então lá fui fazer uma das grandes invenções para o bem da humanidade: a progressiva.
Sentada perto de mim, na sala de espera, estava uma velinha *yeah yeah. Usava um conjunto esportivo de calça e blusão cinza, tênis adidas, bolsinha de mão LV. Enquanto ela folheava uma Marie Claire, eu a observava. Perninhas cruzadas, ela estava ali, esperando o atendimento. Fomos chamadas praticamente no mesmo minuto e por sorte, sentamos na mesma linha de balcão. Enquanto o Chris foi fazendo o meu cabelo, fiquei observando o que faziam com a velhinha.
Ela tinha cabelos curtos, lisos, porém com bastante volume e totalmente brancos. Ela queria acertar o corte. Depois, foi feita uma escova. Então veio a manicure, que lhe fez os pés e as mãos. A velhinha *yeah yeah escolheu pintar as unhas de vermelho. Terminado o serviço, ela tomou um café, pagou a conta e foi embora. E eu lá, fiquei pensando; “que bonitinha, quero ser uma velhinha assim, bem *yeah yeah“.

*YEAH YEAH – aquela que se garante, que o povo paga pau, que não manda recado, que causa e assume, que faz aquilo que tem vontade, que não depende de ninguém.

Eu acho muito legal esses idosos ativos, que saem de casa sozinhos, que pegam ônibus e fazem o povo cara de pau levantar do lugar reservado, que vão ao baile da saudade ou caminham no parque.
Os tiozinhos que jogam dominó na pracinha e fazem tai-chi, bemmmm devagarinho. Que tomam suplemento alimentar e comem coisas saudáveis. Que abriram mão de algum vício e contam cheios de orgulho.
Aqui em casa tenho uma velhinha yeah yeah de 79 anos, que até bem pouco tempo atrás, trocava torneira, telha e pintava parede e adorava abastecer a caixa de ferramentas.
Mas agora passa o dia lendo livrinho de receitas saudáveis que ajudam a amenizar a osteoporose e controlam a pressão, que ela compra quando vai fazer seus passeios diários pela rua. Também vai ao banco pagar suas continhas e dá uma passada no mercado, para comprar as coisas da receita.

Então um dos meus anjos internos, Razão, que toma conta  da minha cabeça me perguntou: Eiii gáááta…o que está fazendo agora para garantir uma velhice tranquila, saudável e auto sustentável?

Pago plano de previdência?
Não!

Acredita que o que receberá, apenas pelas contribuições que faz agora, enquanto trabalha, vai garantir uma vida decente no futuro?
Não!

Acredita que no futuro, o sistema de saúde pública estará melhor equipado para oferecer atendimento efetivo e correto aos idosos?
Não!

Hoje, tem dinheiro guardado para ser usado na velhice?
Não

Preocupa-se com o que consome hoje, para evitar malefícios na velhice? (alimentos, bebida, cigarro, drogas)
Sim (ufa, pelo menos um)

Respeita os idosos em todos os momentos? Você certamente será uma.
As vezes eu xingo em pensamento, quando a parte da frente do  ônibus está lotado de velhinhos às 7 da manhã e eu não consigo entrar.

Então Razão disse: “Com todo o perdão da palavra, mas eu acho que você será uma velhinha fudida se continuar assim. Vai começar a se mexer quando, hein?”


Hoje em dia, não dá mais pé pensar que o futuro dos idosos deva ser garantido pelos filhos ou netos, apenas com comida e remédio na hora certa. Existem milhares de idosos morrendo em hospital público, enquanto o dinheiro da aposentadoria é  usado pelos mais jovens da família para pagar outras coisas.

De todas essas questões, alguns, e eu me incluo na lista, pensam no agora e deixam para pensar no futuro depois, mas até onde vai o limite do “depois”?

Guardar os  R$50 que sobrou ou comprar um batom?
Fumar um cigarro a menos por dia ou morrer de câncer, dando trabalho e despesa aos outros?
Comer um prato de salada pelos menos 3 vezes por semana ou morrer com uma artéria entupida?
Fazer caminhadas de pelo menos uma hora todos os dias ou ter um AVC?
Falar, rir, chorar e jogar pra fora todos os sentimentos ruins ou morrer de amargura? Dizem que amargura da câncer hein.

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS

Quando escolho uma coisa, abro mão de outra. Se vou por aqui, deixo de ir por ali  e caminhando até lá e deixarei de caminhar até o outro lado.  Uma escolha pode determinar como serei no futuro, de 20 minutos ou vinte anos. E ai vem o medo de fazer a escolha errada. E a  possibilidade de errar faz com que muita gente simplesmente não ande.

Se em tudo há cobranças e errar pode ser fatal, como caminhar sem pensar no medo, já que o medo paralisa?
Claro que  ficar parado também é uma escolha, mas eu acho que,  entre todas, decidir não caminhar geralmente é uma das piores. É como querer ficar parado na esteira rolante. A vida se move muito rápido para que eu resista a caminhada.

Querer o mundo inteiro é ficar sem nenhum. A medida em que, pensando assim, abro mão de ter o único que  me completará: meu próprio mundo.

Sempre haverão renúncias, nem tudo o que quero será exatamente assim mas, se resistir a caminhada, nunca saberei o que tem pela frente. Devo agora fazer minhas escolhas, caminhar e acreditar. Ainda terei muitas surpresas. Afinal de contas, hoje,  o  meu mundo é exatamente do tamanho do que decidi ser interiormente.

E para o futuro, eu já escolhi qual o caminho seguir? Posso perder-me, mas perder-se é não ter a bússola, é não ter direção.

Quero entrar no caminho que seguem as velhinhas yeah yeah!

O homem mais bravo do mundo vira filme.

De gravata e camisa social, um homem começa a falar com a câmera. Ele está num comercial de TV nos anos 80, vendendo o trailer que é cenário para o anúncio. Só que esquece o texto e começa a xingar. Joga os braços para cima, com raiva. Faz careta. “Fuck!”. Corta para outra cena. Ele começa a mostrar algo do lado de fora do carro e uma tampa se fecha. Mais xingamentos. “Fuck!”. Mais braços para cima. Mais caretas. Mais “Fuck!”. “Fuck! Fuck! Fuck!”.
Jack Rebney era um dos muitos apresentadores de infomerciais na TV americana que, como qualquer um, lamentava os problemas ocorridos ainda com a câmera ligada. Mas sua reação era sempre enfezada e alguém da produção do programa compilou os melhores momentos em um vídeo que começou a circular em fitas VHS.
Até que, em 2005, o vídeo foi parar no YouTube e, como muitos antes dele, Rebney virou uma celebridade. Uma vez online, ganhou o título de “World’s Angriest Man” (O Homem Mais Bravo do Mundo) e o vídeo, que antes era objeto de culto entre os poucos que conseguiram assisti-lo antes da internet, virou hit nos Estados Unidos.
O filme Winnebago Man, documentário que já foi exibido em alguns dos principais festivais do mundo, colhendo aplausos e gargalhadas por onde passou,  estreará nos EUA no próximo mês. O filme está sendo negociado para ser exibido no Brasil ainda este ano, por um canal de TV a cabo.

E CLARO… JÁ TEM REMIX


MAS UMA COISA É FATO: hoje é muito mais fácil se tornar famoso no mundo inteiro, mesmo à revelia.


Em 2005, a nutricionista Ruth Lemos se confundiu com o ponto eletrônico e virou hit

O Daileon disse que o cara tussiu

Em 2007, foi a vez do tio SISI ficar constrangido, lembrando que nos anos 70 quis esganar a japinha

Vai… Aproveita que tá vaziiii

… e conta pra galera que Brasil tem Super Herói, mano

Tem gente que toma umas…

…e que usa doRGas, manolo

Tem o cara que só quer ser um astro teen

E quem diz que a regra é clara: Não pode dar CARRIM

Mas, tem coisas que tomam proporções gigantescas, indo muito além das terras tupiniquins:

De qualquer “jeitcho”

Galera, seguinte!!! Hoje tem jogo do Brasil, e como disse o Vannucchi, a Africa do Sul é logo ali

Vamos então cantar o Hino Nacional e torcer, okÊi?

De março pra cá, vivi um tempo de sofrimento, emocional, com uma separação que, pra mim, até então, encarada como coisa mal resolvida. Muitas coisas foram feitas e deixadas de fazer. Muitas coisas  não foram ditas, e outras, ditas em momento inoportunos.
Depois somou-se o sofrimento físico, que fez com que a minha vida ficasse parada.  Foram dois meses de cama, devido a um acidente de moto que ocasionou uma fratura exposta no tornozelo.

Esse tempo serviu com férias merecidas, porém  de forma forçada . Para o emocional, serviu como um retiro, no qual pude pensar e repensar diversos posicionamentos.
Serviu como liçãozinha para não cometer novamente, muito menos aceitar dos outros, algumas atitudes completamente descartáveis. Nada foi em vão, tudo teve uma finalidade e acredito que para ambas as partes, algum aproveitamento, algum aprendizado pode ser retirado dessa experiência.
Experiência é isso.

Eu me dei alguns prazos e chegou a cabo mais um. Findou-se o prazo das esperanças. Chegou enfim o momento de olhar para mim, olhar em volta e enxergar o mundo!

Alguns me disseram que essa atitude já deveria ter sido tomada. Eu discordo, pois cada um tem seu timer. Uns reagem rápido, outros, demoram mais tempo, e eu estou agindo dentro dos meus limites, respeitando as minhas necessidades.
Não arranquei aquela casquinha da ferida, que quando arrancada a força, faz com que o ferimento não cicatrize naturalmente, deixando uma marca feia na pele. Passei pela fase da negação, da revolta, da raiva, tive depressão e tive esperança, como estivesse apenas dormindo, e que quando acordasse, tudo estaria normal, como a meses atrás. Normal? Não estava tudo normal, caso contrário, não haveria separação.
Pude ver que pra mim também não ia tudo bem. Até um certo tempo, eu fui completamente feliz. Depois, não havia felicidade plena, e mais tarde, já não era feliz, porém, eu havia escolhido aquilo e então me coloquei em uma situação de aceitação, esperando melhoria. Será que eu teria, em algum momento,  iniciativa de sair da situação que também me fazia mal? Acredito que não.

Agora encontrei as respostas para as dúvidas que eu tinha, e a partir disso, estou pronta para literalmente, dar passos à frente. Dar um  impulso para enxergar novidades bem interessantes.
Naturalmente chegou a hora de deixar o passado em seu devido lugar; no passado!

A escritora Ailin Aleixo dá uma ótima pista em sua crônica “Viva e depois esqueça”: “ Absolutamente nada é para sempre, nem mesmo os sentimentos que parecem ser (a vida seria um lago estagnado se só existisse o perene). Nunca mais haverá algo bom como aquilo que se foi ? Ótimo, porque o novo é tão imenso que seria um desperdício se algo se repetisse.
Todo mundo passa. E é bom que seja assim.”

E eu já vinha pensando nisso, desde o post dos prazos de validade vencidos.

Hoje eu sai da terapia com o pensamento focado na mola que existe no fundo do poço que eu entrei por vontade própria.
Nos lugarezinhos que existem para me apoiar e subir.
Ninguém me jogou lá dentro. Eu, por proteção talvez, tenha preferido ficar lá.
Em meio a bagunça que se instalou na minha vida, preferi ficar  em um “ambiente fechado”, esperando o vendaval passar.
Mas hoje pude ver que lá dentro existe uma mola e que só depende de mim pisar com força nela e subir de volta. E agora eu percebo que tenho força pra pisar.

Fora do poço existe um mundo bem mais interessante e chegou o momento de ir ver como tudo está enquanto estive lá dentro. Tem um monte de gente interessante que eu vou adorar ver e que vão gostar muito de me rever ou conhecer.
Saber que sou capaz, que sou interessante, que tenho tanta coisa boa, que não sou feita apenas de defeitos. Que sou também, feita de encantos e  qualidades.


PÁGINA VIRADA

No livro “Das separações ao amor”, o psicanalista LUIZ ALBERTO PY orienta como começar:

1) Demora, mas a dor passa. Nessa fase, não se apresse em substituir o ex. As novas possibilidades ficam sujeitas às comparações. O fantasma do antigo cria uma sombra sobre o futuro. (OK – etapa concluída)

2) Você tem certeza de que não merece o que está vivendo. Ninguém merece. Mas quase todas as pessoas levam um fora. Para não piorar a situação, rejeite o papel de vítima e evite mendigar. (OK – etapa concluída)

3) Aceite a realidade, mesmo que a tarefa seja penosa como sobreviver a um naufrágio. É natural passar por estágios de negação, revolta, ódio e depressão até chegar à aceitação. (OK – etapa concluída)

4) Perdoe. O perdão dissipa a raiva e os sentimentos negativos e deixa o coração mais leve. (Meus critérios de perdão são estranhos)

5) Humildade é importante. A dor aumenta quando você se deixa guiar pela vaidade. Acreditar que está sendo vista como uma fracassada retarda a superação dos problemas. Livre-se do orgulho. (OK – etapa concluída)

6) Preserve o amor dentro de você. Não deixe que a tristeza e a amargura apaguem o que viveu. Cultive a gratidão pelos bons momentos. (OK – etapa concluída)

7) Faça a eutanásia da paixão. Uma história que se tornou inviável precisa ser eliminada. Retire, dia após dia, a importância que deu à pessoa a quem admirou. Esse terreno será fértil. (OK – etapa em curso)

9) Enterre os mortos, feche os portos e cuide dos vivos.” Foi o que determinou o Marquês de Pombal, em 1755, depois de um terremoto em Lisboa. Quando estiver no olho do furacão, lembre do marquês. Sepultar os mortos é parar de deplorar a tragédia e de se recriminar por ela. Fechar os portos sugere impedir que novos problemas apareçam enquanto você cura as feridas; é manter o foco na reconstrução. Cuidar dos vivos quer dizer tomar conta do presente, ter cautela com o que sobrou, valorizar o que há de bom em sua vida. (etapa em curso)

10) Saiba que tudo vira aprendizado e na escola da vida, a diretora é você.

A partir de hoje quero outras coisas. Não vou mais fantasiar. Vou me focar em novidades, em coisas que me façam bem e sair do looping imaginário. Vou me permitir.
O lugar está vago. A faxina foi feita. O processo de cicatrização emocional e físico é lento, porém progressivo. Tudo evolui na  mais perfeita ordem. A ordem que eu preciso. E até pra sentimentos, não tolero desorganização.

Mais uma etapa foi concluída nesse processo todo. MAIS UMA VITÓRIA ALCANÇADA!!!

Um dia eu acerto...

Hoje, diferente dos outros dias, olhe nos olhos, sinta o coração e demonstre o tamanho do seu amor à quem você quer bem.
Eu, vou olhar no espelho, e só porque me amo, vou dizer: “vai passar”.

...e encontro a mistura ideal.

Um dia eu encontro a chave...

...e vou viver dentro do coração de alguém. Um dia eu vou viver um amor pra sempre.


Estava chegando um dia super especial  e pra mim, essas coisas de data são importantes. Eu adoro. Dia de aniversário, natal, aniversário de namoro, de casamento e vinha por aí o Dia dos Namorados. Mesmo estando casada, eu adorava o Dia 12 de junho.

Passei aquela semana pensando  em algo legal para comprar. Algo que fosse diferente e que ele iria gostar e fosse se lembrar de mim sempre que olhasse para o presente. Comprei e aguardei por aquele momento bacana, que é entregar o pacotinho que preparei com tanto carinho. Vê-lo abrindo o pacote, dando aquele sorriso gostoso de satisfação, um abraço e um beijo como agradecimento sincero. Depois, seguimos para o meu restaurante preferido, que tinha feito a reserva há alguns dias anteriores. Jantamos, paguei a conta e fomos pra casa curtir a noite dos namorados. E o outro dia começou, como outro qualquer.

Perfeito, se não fosse por um detalhe: Eu não abri pacotinho algum. Eu não ganhei presente do dia Dia dos Namorados. Nem no primeiro ano e nem no segundo em que estive junto com ele. E fez falta sim. Fiquei triste sim. Muito triste. Porque o que importava era receber alguma coisa que fosse, só para saber que a pessoa passou, mesmo que fosse apenas uma hora, pensando em mim, escolhendo o  que comprar. Eu jamais tive a felicidade de olhar pra uma coisa que recebi das mãos dele e agradecer super feliz. Poder falar para as outras pessoas: “olha o que ele me deu“.

Bastava só ter se importado. E o que importa não é o bem material que está sendo comprado e ofertado à outra pessoa. Longe disso. Porque eu posso comprar pra mim o que eu tiver vontade, na hora que eu quiser. E eu fazia isso. Eu me dava um presente no mesmo dia em que comprava algo pra ele.
Ele poderia ter me dado coisas tão simples, mas teriam um valor tão grande. Um brinquinho da loja de 1,99. Uma presilha de cabelo quem tem em qualquer camelô. Um vazinho de flor, que custa R$2 no supermercado.  Bastava só se importar. Bastava só ter vontade de me agradar. Poderia ser uma cartinha escrita em uma folha de caderno. Um desenho tosco feito no paint. De todos os shows que estive presente, ele nunca teve a capacidade de pegar o microfone e dizer: “essa música, hoje,  vai pra você, porque você é especial pra mim”, como vi vários colegas nossos fazer para suas queridas, e eu, morria de inveja.

E isso não aconteceu somente no Dia dos Namorados. Aconteceu em todas as datas comemorativas e até em dias que, o que comemoramos é o fato de querer bem alguém. Quantas vezes cheguei em casa com uma camiseta, uma cuequinha nova, um doce, alguma coisa que via e sabia que ele iria gostar.

O que magoa é não ter a oportunidade de saber como é sentir-se lembrada por alguém que julgava me amar. Eu acreditava ter sido importante. Mas eu estava enganada. Eu não fui importante.

Eu fico imensamente feliz em ofertas coisas e momentos legais para quem eu gosto. Mas eu também gosto de receber tudo isso de volta. Seria muito justo se todo mundo ficasse  feliz em datas especiais, em quem as pessoas trocam presente com quem é especial.
A maioria das pessoas iria dizer: “Ah, eu dei presente e não ganhei nada, mas não tem problema, eu não ligo”.
Será que não se importam de verdade?

EU ME IMPORTO!!!

Como disse o Fernando Quirino, meu querido amigo de longa data e infinitas conversas:O mundo não é justo, mas nem por isso temos que ser felizes com essas injustiças”.


“Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética.
É como ficar com um presente todo embrulhado com papel enfeitado  nas mãos e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, escolho agora, não embrulhar com papel de presente os meus sentimentos.”
Clarisse Lispector





UM POUCO DE BEM E UM POUCO DE MAL. É SÓ MISTURAR COM ÁGUA.

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*tenho transtorno compulsivo depressivo, em tratamento

ESSE BLOG serve como uma terapia para exteriorizar meus pensamentos, perceber minhas necessidades de mudança, avaliar meus erros e acertos, virtudes e defeitos.
Aqui tem minhas tristezas e alegrias. Meus sonhos, planos e conquistas.
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