UMA VITÓRIA POR DIA

Archive for the ‘Eles também venceram’ Category

Fico de cara com as mudanças que acontecem na vida da gente. Coisas bobas mesmo, mas que no final dão aquele bum no cotidiano.

Eu tinha TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) até uns 4 anos atrás. Mas só percebi do que se tratava quando comecei fazer terapia. Não sei bem quando começou e muito menos as causas.

Uma cena que não sai da minha cabeça – as idas e vindas dos passeios ao centro de SP com minha mãe e meus irmãos na década de 80 quando era o máximo ir ate o Mappin, ou Lojas Americanas, ou Mc Donalds!! Pois é…

nojinho

nojinho

Até pouco tempo atras, olhava pro centro da cidade e só enxergava imundisse bactérias. Seja no balcão da lanchonete, ou no brinquedo que eu queria comprar, ou nas roupas que eu provava!!

Mas o lance máster era o ônibus lotado, quando  colocava a mão no ferro do banco, e tinha uma crosta lambuzenta, que nada mais é do que marcas de suor das XX milhões de pessoas que circulam por dia.

 

Vou classificar algumas manias de louca compulsiva:

 

Organização.

Como eu sou mega controladora e geminiana (o que sempre gerou um conflito na minha vida! ), as minhas coisas sempre foram todas certinhas.

No meu guarda-roupas por exemplo;

– meias brancas na gaveta das lingeries brancas, devidamente separadas por caixinhas de palha fofinhas. Hoje eu tenho uma única gaveta (porque divido um guarda-roupa pequeno com o novo marido) onde guardo tudo de tudo. Meia calça preta, calcinhas e soutiens de todas as cores, dai fico me perguntando qual a altura chegaria a fogueira se eu queimasse as tal caixinhas tão lindinhas q ficaram vazias na gaveta, porque simplesmente não tenho mais paciência de guardar nada… 

– As roupas no cabide eram separadas por cores e era praticamente uma audácia deixar as camisas brancas em cabides pretos (aqueles de plástico tipo pague 5 leve 6 no Carrefour). Adoro cabides de madeira, ficam lindos, mas o dinheiro não dá? Então vai Carrefour mesmo. Até procuro deixar pra roupas escuras, mas é só por estética, se eu estiver com pressa vai a peça q tiver sobrando mesmo!!    

– Tenho muitos filmes em DVD…assisto repetidas vezes (será isso um TOC ou apenas diversão?? ) Meus filmes eram listados em uma pasta do computador. Títulos em ordem alfabética, data e local da compra. Hoje quando saio pra comprar filmes, fico na dúvida se já tenho ou não. Ficam guardados em armários, ou prateleiras, mas ainda pretendo retomar a organização destes pra facilitar a escolha do que assistir.

mania de limpeza

Limpeza

 

Ok, ok… eu nunca fui muito chegada pegar no pesado, mas em casa as coisas sempre tinham q estar um brinco porque a minha mãe …ah essa sim era a louca da faxina! Caía uma gota de água no chão enquanto eu lavava ou secava a louça, lá vinha ela com o rodo e o pano, sempre batia no meu osso (aquele sexy do tornozelo).

O lado positivo é que aprendi a conservar a casa limpa por mais tempo. O lado ruim: claro que eu ficava com um pano atrás das visitas andando pela casa!! Passou …passou…

maoLavar as mãos é um ato de higiene certo? Errado. Pra quem tem TOC é uma loucura! As minhas eram lavadas quando eu acordava, antes de escovar os dentes ou de fazer qualquer outra coisa no banheiro, depois da primeira acontecia mais umas 100 vezes por dia. Por mais que eu as lavasse, nunca achava que elas estavam limpas o suficiente e ficava com peso na consciência enquanto não sentia  a umidade  e o cheiro de sabonete nelas de novo.

sabonete_com_pentelho

Claro que eu tinha nojo do sabonete da empresa (que era bem limpinha), mas a idéia de outras pessoas terem usado o mesmo sabonete me dava asco. Eu tinha o meu próprio na gaveta.

O meu grande aliado na época era o álcool. Esse sim era meu amigo inseparável. Carregava um frasco de álcool gel na bolsa e matinha um litro sempre ao meu alcance. Limpava a minha mesa (de vidro) e os telefones no escritório várias vezes por dia. Eu queria morrer quando algum colega de trabalho pedia pra usar o meu telefone “só um minutinho”. Claro que eu não percebia que tava limpando imediatamente a mesa toda quando o sujeito colocava o fone no gancho.

Cada um tinha uma xícara na copa pra tomar café ou chá. Um dia um amigo, por  brincadeira disse que ia passar a xícara no pau “membro” dele depois que eu saísse, e eu ia usar e nem ia perceber! O resultado foi a caneca indo e vindo pra casa todos os dias na minha bolsa, batendo no ferro do metro lotado ate que um dia quebrou! (bem feito… nota da dona do blog)

Já em casa eu limpava as maçanetas das portas, as torneiras da cozinha e do banheiro (o botão da descarga também) com álcool cada vez que usava.

 Se eu for contar todas as loucuras que essa doença causa na mente, eu vou escrever um livro e isso é um blog! Se fosse há um tempo atrás eu já ia passar álcool no teclado e no mouse porque fiquei tempo demais aqui digitando!

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Eu era um daqueles garotos que não abriam a boca nem pra bocejar. Parece um exagero, mas é verdade. Era assim principalmente na infância e no começo da adolescência. Tinha que aguentar os amigos da família e parentes perguntando e dizendo coisas aos meus pais, do tipo “ele não fala?” ou “o gato comeu a língua dele?” e por aí foi-se.

Junior em sua fase tímida

Junior em sua fase tímida

Na adolescência eu tremia só de imaginar conversar com um adulto ou com uma menina. Suava frio. Pedir informação na rua, nem pensar. O grande problema era que os outros não compreendiam, achavam que muitas vezes era arrogância da minha parte. Foi aí que, diante de tudo isso, resolvi de uma vez por todas inverter essa situação, dar um basta.

O mais difícil foi criar coragem e começar. Só aos 20 anos eu dei início. Foi aí que eu ouvindo outras pessoas tímidas, lendo depoimentos de especialistas no assunto, e elaborando também minhas maneiras de combater o problema, dei a largada. Comecei a anotar tudo aquilo que me afligia. Meus medos, pessoas e situações que me causavam constrangimento. Ficava imaginando como eu poderia “enfrentar” aquelas coisas.

Lançados os pontos e contrapontos, fui pro “combate”. Foi nessa primeira etapa que aprendi que existiam pessoas mais tímidas que eu, e que às vezes o problema não estava apenas em mim. Isso me ajudou a tirar um peso grande das costas.

Muitas pessoas também tinham dificuldades e temiam não ser aceitas pelos outros. Comecei a analisá-las, e fui tirando lições sobre isso. Eu passei a pensar com calma antes de falar, e deixar as palavras fluírem. Pode parecer simples, mas pra um tímido é difícil ficar calmo. Pedir informação na rua, pra mim, foi uma vitória.

A parte mais engraçada e complexa ao mesmo tempo foi a de fazer caretas no espelho. Isso mesmo. Eu ria muito, mas de nervoso. Era muito estranho sentir vergonha de mim mesmo. Mas hoje é natural. Essa fase me ajudou muito a gesticular, conversar através do corpo. Isso ajuda muito a ser melhor compreendido em diálogos.

Outro exercício muito interessante e simples que me auxiliou muito em conversar, principalmente com as mulheres, é o de evitar ao máximo fazer perguntas fechadas. Perguntas fechadas são perguntas que o interlocutor só tem duas opções de resposta: sim ou não. Quando vinha aquela pausa no diálogo depois dessas respostas, minhas mãos suavam e sentia um gelo na barriga, sem saber o que dizer. Depois que demonstrava real interesse na conversa, respirava fundo, pensava e fazia perguntas abertas ao invés de fechadas, tudo corria normalmente.

A música também foi uma grande aliada. Sou músico e cantor, fato que me ajudou na desinibição. Mas  pra quem não é músico, oficinas de teatro ou aulas de técnica vocal podem ajudar.

Junior agora curte sua fase "sem-vergonha".
Junior agora curte sua fase “sem-vergonha”.

Hoje, com 30 anos, olho pra trás e vejo o tamanho das dificuldades que passei, as histórias engraçadas, os erros e acertos.
Posso dizer, com toda certeza; valeu a pena!!!

Pra vencer algo que te aflige, te atrapalha, basta querer, e ir à luta.

 

 

 

 

 

 

Acesse meu blog e saiba mais sobre ESSE e OUTROS assuntos.
Um grande abraço à todos.

Junior Silva
http://www.caixadojunior.com

Estou transtornado. Acabado. Destruído.
De repente me dei conta de que sou chato. Um mala. Sem alças e sem rodinhas.

henrique

E, a menos que eu esteja enganado, esse é um dos piores defeitos que pode atingir um ser humano. Acho até que é pior ser chato que ser desonesto, que ser mentiroso, que ser serial killer. Meu Deus, neste momento o que eu mais queria era ser um serial killer.
É condenável, mas ninguém fica apontando para você na rua e rindo debochadamente. Ninguém fica fazendo piadinha nas suas costas e ironizando seu comportamento. Até porque se fizer isso pode ser o próximo da lista de assassinatos.
De qualquer maneira a minha situação é patética. Calamitosa. Não existe remédio, não há cura para a chatice. Não existe ex-chato. Você nasce para aquilo.
Cada um nasce para alguma coisa e o chato nasce para encher a paciência dos outros e vai assim até o fim da vida. Eu sei porque todos os chatos que eu conheço são chatos desde que os conheço. E parece que o tempo vai passando e vai ficando pior. Mais chato, mais chato.
Quando você acha que o cara não poderia ser mais chato ele inventa uma chatice nova que te surpreende. E te enche o saco, claro. Aliás o chato é sempre um sujeito muito criativo. Está sempre inventando alguma coisa para atormentar os outros. E, via de regra, atinge plenamente este objetivo.

Só para conferir: este texto está chato? Está incomodando? Poderia ser diferente, mais divertido, mais leve? Qualquer coisa, me avise, tá? Eu não quero ser inconveniente, aborrecido, cacete, inoportuno, monótono, enfadonho, maçante, incômodo, desagradável, cansativo, tedioso, pentelho. Aliás, não tem coisa mais chata do que chato que não quer ser chato. Chato arrependido. Chato politicamente correto. O famoso falso chato.

Hoje, subitamente, me dei conta do porquê de ter uma vida assim, solitária, do porquê de não ter tido uma carreira profissional compensadora e vitoriosa.
Eureka! Era isso o tempo todo e não sabia. Chatice é que nem mau hálito. Afasta as pessoas, mas ninguém tem coragem de alertar o sujeito. Até porque, provavelmente se o fizer, ele não vai gostar. Vai se sentir ofendido e injustiçado. E, claro, vai ficar enchendo o seu saco pro resto da vida. Eu sempre achei que minha diferença com o mercado era porque eu sempre fui considerado um cara “difícil”.
Puta merda, difícil é uma maravilha. Acontece que esse “difícil” estava só na minha cabeça. Os caras sempre falaram que eu era chato mesmo.

Tem certeza de que não estou sendo chato? Pode falar, eu já não tenho mais nada a perder. Fica a vontade, hein!

Até meus amigos me acham chato, o que lhes confere um grau de paciência e desapego extraordinários. São pessoas especiais, que abrem mão de seu conforto para trocar alguns momentos de sua vida com um cara que é chato.
Não é má pessoa, mas é chato demais. E isso é um problema muito sério. Aliás, a dor de se descobrir chato é profunda e lancinante. Mas você não pode procurar ninguém para desabafar, já que vai encher o saco da pobre alma que lhe oferecer o ombro. E os amigos já não agüentam mais. É melhor não forçar a barra.

 A chatice está no DNA. 

Mais chato que um chato chato é um chato que não quer ser chato. E fica mais chato ainda. Mas no meu caso é diferente. Olha, gente, não me levem a mal, eu posso explicar. Eu não quero ficar aqui me defendendo ou justificando demais o fato de ser chato, mas vocês precisam acreditar que eu não quero ser chato. Sou assim por algum problema psicológico que foge à minha compreensão e que, portanto, escapa à minha capacidade de resolvê-lo.
Juro que eu não quero ser chato. Não é minha intenção. Eu mesmo detesto gente chata, quero distância e sempre que posso, meto o pau neste bando de malas sem alça que não sabe se comportar em público. Mas eu sou diferente. Eu sou legal. Eu acho que eu posso mudar. Eu acredito que existe vida após a chatice. É tudo uma questão de treino, de prática. O problema é que o chato nunca sabe quando está sendo chato.
Não existe um alarme que toca quando a chatice começa. Não tem um aparelhinho que dê um choque conforme o cara vai enchendo os outros.Conforme o grau de chatice, aumente ou diminua a intensidade do choque. Mas eu acho que não seria capaz de usar uma geringonça destas. Teria medo de morrer eletrocutado na primeira esquina. E ainda fazer uma piada antes de dar o suspiro final. Porque também tem essa: a grande maioria dos chatos é metida a fazer graça de tudo. Não pode acontecer nada que ele já tem uma piadinha na ponta da língua, cara chato. Chatonildo. Chato de galochas. Vai ser chato assim na puta que o pariu.

Só mais uma coisinha: esse trauma está acabando comigo. O mala comum, vocacional, não sabe que é mala. Pelo contrário, se acha um sujeito 100%. Os outros é que são chatos. E a pior coisa que pode acontecer com o chato é tomar consciência de sua chatice. Eu descobri que vivia num mundo de ilusões, de mentirinha. Um verdadeiro Chatrix.
Eu achava que era um cara legal e que o fato de ninguém nunca me convidar para nada era apenas porque eu me faço de difícil. Mas, lamentavelmente, isso me bastava e eu era feliz assim.
Agora que sei toda a verdade, não vejo caminhos, não tenho alternativas. Estou num beco sem saída. Sou chato e não há o que fazer. 

Sou chato e estou com medo até de sair de casa. Tenho medo de ser chato com o porteiro do meu prédio e com o chapeiro da padaria. Tenho medo de ser chato com o frentista do posto. Tenho medo de ser chato com qualquer pessoa que cruze o meu caminho.
E agora? Se você tem uma solução para me dar, me mande um e-mail. Quem sabe você tem uma resposta? Eu não quero ser chato! Eu não quero ser chato! Prefiro a morte!
Chato suicida também é dose, né? Que saco! Por favor me ajude, me ajude. Mas só se não for encher muito o seu saco.

Henrique Szklo escritor e chatiiiinho.

Henrique é escritor, e encontrei essa figura AQUI
Conheça a OBRA (De uma vida besta) incluidindo o grande sucesso “A dieta do Son Of A Bitch.”

Procurei um ginecologista por causa de um caroço no seio. Ele achou que não era nada, mas fiz um ultrasom para tirar a preocupação da cabeça, porém o resultado não foi o esperado e ele me encaminhou para um mastologista, após exames e a confirmação de que era cancer de mama.
Busquei uma segunda opinião.
Eu não acreditava que pudesse ter câncer, mas ele está aí meio enfezado, na mama esquerda, para a qual o FDP desalmado senhor doutor que me atendeu deu duas opções interessantes:
A senhora prefere retirar a mama inteira ou só um pedaço?” 
Hã? Isso é igual eu ter perguntado se ele preferia viver com uma bola ou duas?
Procurei uma terceira opinião.
 

 Para encurtar a história, fiz a mastectomia e depois de um tempo, fiz a plástica para reconstrução da mama esquerda.
Quero dizer a todos que câncer de mama tem cura – depois que desbobri que tinha a doença conheci várias mulheres com historias de finais felizes.
A cirurgia é o inicio do tratamento, é ela que extirpa a doença, mas quimioterapia , radioterapia e a terapia com hormônios são os tratamentos que garantem a cura, evitando que alguma célular perdida ache um endereço indesejado.
nota:. a autora pede para manter-se anônima.

O que falo pra quem passa por esse problema é – Faça tudo o que seu médico indicar ao pé da letra, se sentir dúvida procure uma segunda ou terceira opinião.
Busque apoio na família, nos amigos, na terapia, nas terapias alternativas, tudo para chegar no objetivo – ficar curada.
Boa Sorte a todos e não desanimem.
 

Descobri como é bom ser ex. A idéia desse blog é mostrar as nossas experiências teoricamente ruins. Porque ninguém deixa de ser alguma coisa se ela for boa!!
Eu me considero uma EX LOOSER porque deixei muitas coisas que me faziam mal pra trás!
Looser Time:

Looser mode ON

Looser mode ON

Adolescência não conta muito como experiência, porque no fim das contas todo mundo faz merda nessa fase da vida. A minha foi engatar um namoro morno na época de cursinho pré-vestibular. Brigas, indiferença, ciúmes, desfeitas, falta de amor, insegurança, solidão, conformismo….quando percebi haviam se passado 6 anos, então a gente teima que o casamento é o próximo passo mais correto. Certo? Errado… Se já estava tudo ruim na época de namoro, porque que cargas d´água as coisas iriam melhorar com o casamento?? Ilusão ou medo? Uma mistura dos dois sentimentos e pronto…deu-se início a uma sequencia violenta de erros. Um casamento não é ruim por si só. Então os dois têm sua parcela de culpa, e a maior delas é insistir no erro e isso se deve a covardia. Medo de ficar sozinha, começar tudo de novo, achar que somos o problema, que ainda há esperança… Deveria ter validade essa coisa de pensar se vale a pena insistir num relacionamento, e quando vencesse o prazo… Bloom!!! Explodisse uma bomba dentro do cérebro dos dois e cada um iria pra um lado! Assim sem mais nem menos, sem grandes explicações e sofrimento. Simplesmente ADEUS!

CADA VEZ MAIS LOOSER

Após 3 anos de casada, decidi pela única coisa que me parecia mais coerente,  engravidar e ter alguém pra amar, me amar incodicionalmente e ser minha companhia pro resto da vida. Posso afirmar que a idéia foi muito boa no principio. Criou-se uma aproximação de todos os lados. Família, amigos… parecíamos um casal normal e feliz! Ele estava todo feliz e me cobria de mimos… parecia até que era uma santa! Só faltava beijar os meus pés mesmo..Mas nessa fase o lado sexual que já era quase nulo, se transformou em zero!! Mas tudo bem, eu ia carregar o baby por 9 meses só… depois a gente tirava o atraso.
Antes de engravidar eu já tinha tido problemas com o peso na adolescência, mas emagreci a base de formulas e ficou tudo bem. Mantive a boa forma por muito tempo.  Porem durante a gravidez, eu comecei me sentir sozinha, feia, gorda, e ao expor isso ao meu marido na época, ouvia que eu simplesmente precisava parar de comer, porque ele nunca tinha me visto tão gorda! Isso marcou demais. Ele não estava mentindo, mas o momento pra se ouvir um comentário desses não poderia ter sido pior. Me senti um lixo de mulher.
Descambei a comer mais ainda… só que dessa vez o fazia nas madrugadas, escondida. Se  íamos sair pra jantar, eu comia escondido antes de sair de casa, e então no restaurante comia o normal (muito!!) mas até ai, eu dizia que estava sem comer desde a hora do almoço!! Resultado dessa demência toda: 35 kg a mais durante gravidez. Eu que já não estava magra quando engravidei (pesava uns 65 kg com 1,62) virei um mamute!!

por ele faço tudo
por ele faço tudo

Meu casamento virou um inferno, porque eu é  que não queria mais que ele me tocasse, não aceitava mais o meu corpo e nem que alguém pudesse me amar do jeito que eu estava. Eu já não me amava mais.

O despertar da Looser

Na fase de solidão máster, descobri o Orkut e com ele o reencontro de amigos antigos, novos amigos reais e virtuais e inúmeras comunidades divertidas, informativas… Entrei por curiosidade em uma comunidade sobre gordos. A intenção era ver as pessoas mais gordas do que eu só pra me deixar mais feliz! Descobri então a comunidade Gastroplastia (eu nunca tinha ouvido falar). Li diversos comentários, e fiquei interessadíssima em fazer a cirurgia de redução de estomago. O processo todo levou 8 meses até que em Março de 2006.
Cirurgia realizada pela equipe do Dr. Almino Ramos (médico que operou o grupo Fat Family), e várias mudanças a vista!
Após 7 anos em um casamento falido finalmente pedi a separação. Em 6 meses graças ao meu trabalho e as reservas que fiz sozinha comprei meu apartamento e me mudei com meu filho amado pro nosso cantinho.
Foram necessários 13 anos de convivência com uma pessoa pra saber que ela não era a certa pra mim. Ainda vale o ditado antes tarde do que nunca! Se eu não tivesse aprendido a me amar e a me respeitar, hoje estaria sentada no sofá de casa pesando uns 130 kg.

Back to Life:

lindos.com

lindos.com

Com 52 kg eliminados e a plástica de abdome e seios realizadas conheci o meu atual marido, que me apóia em tudo, me ama e admira como mulher e ser humano! Acima de tudo procuro expor os meus sentimentos pra não deixar que detalhes pequenos virem um pesadelo.
Até no meu trabalho eu sou mais valorizada hoje, as pessoas sentem o quanto eu estou bem e isso da abertura pra novos contatos. Não sou mais a gordinha ou gordona simpática. Sou a profissional gostosa legal e competente!!

Silvia e Débora

Saio sempre com os amigos pra beber ou dançar, conheço muitas pessoas e tento passar um pouco da minha felicidade pra que todos saibam que existe sim luz no fim do túnel… basta você querer  e ter coragem de mudar.

Essas atitudes mudaram a minha vida pra melhor e eu deixei de ser “looser”.

Minha família é formada por pessoas gordas.
Fui gorda até os 30 anos de idade, passando por períodos em que estava menos gorda.
Praça Vinícios de Morais - Camaçarí - BA
Durante uns 15 anos, fiz todos os tipos de dietas, tomei quase todas as fórmulas que os endocrinologistas receitam, fiz academia e quando parava com tudo, engordava tudo novamente e ganhava vários quilos extras.

Ser gordo é ser diferente. E ser diferente chama atenção de todos.
Enfrentei todo tipo de preconceito. Mas a pior parte, com certeza é comprar roupa. Eu chegava na porta de uma loja de roupas e enfrentava o olhar de reprovação da vendedora, que me perguntava : “É pra você?”, e essa pergunta, para uma pessoa gorda é uma coisa horrível. Porque os gordos sabem que o vendedor está pensando que nada do que tem na loja vai nos servir e parece que nem temos o direito de ir na loja comprar um presente para um pessoa, digamos… normal (lê-se magra).

Passei a comprar roupas naquelas lojas especializadas em moda grande, mas os preços são muito altos. Então não era fácil estar com uma boa roupa. Sair era um problema. “Qual roupa vou colocar?”. Eu sempre fui vaidosa ao extremo e até hoje, se vou sair, quero uma peça nova.

Até a época em que as coisas foram ficando tão difíceis ao ponto de, mesmo nas lojas especializadas, as calças não servirem mais em mim. A última calça que comprei nessa fase foi número 58.

Transporte também era um problema. Eu consegui uma carteirinha especial para não precisar passar pela catraca dos ônibus, pois um dia eu fiquei entalada, não conseguia ir para frente nem para trás.

Quando um amigo me disse que não poderia me dar carona para ir a uma festa, pois e eu fosse no carro dele, ele deixaria de levar duas pessoas, resolvi parar com tudo.
E parar com tudo não era parar de comer e emagrecer de verdade. Foi parar com tudo que me fazia feliz.  Parei de sair, parei de cuidar da minha aparência, parei de conversar com as pessoas, parei de comprar roupas.

Passei 3 anos indo do trabalho direto pra casa e vice versa e ficava o tempo todo sentada na frente do computador, conectada em chats de bate papo, me iludindo e me escondendo do mundo. Passei 2 finais de ano sozinha em casa, desejando feliz natal e feliz ano novo para as pessoas pela tela do computador.

Até que em 1996 eu fui assistir uma palestra sobre cirurgia bariátrica para obesidade mórbida no Hospital do Mandaqui, em São Paulo, onde uma multidão de obesos mórbidos buscam um lugar na longa fila para a cirugia gratuita.
Alí começou a minha mudança.
As palavras do Dr. Sizernando entravam pelos meus ouvidos como flechas em brasa. Tudo o que ele explicava sobre a vida do obeso, as dificuldades, o preconceito, as doenças associadas com obesidade, eram a minha realidade.
Passei um ano frequentando essas palestras, já fazendo parte da lista de candidatos. Eu era a paciente número 3.205. Eu iria aguardar 4 anos na fila. Então fiz um plano de saúde, aguardei o período de carência e fiz a cirugia de redução de estômago.
Passei por 8 meses de acompanhamento com psicólogo, psiquiatra, nutricionista e fisioterapeuta, para aprernder como pensar, comer e andar como uma pessoa magra.

Minha vida é definida em AC-2006 e DC-2006.
Uma semana antes da cirurgia, fiz a despedida da compulsividade por comida. Cada dia da semana fiz uma extravagância diferente: Rodízio de carnes, rodízio de sushi (duas barcas), rodízio de pizza (18 fatias) e Mac Donald’s (um Big Mac, uma batata frita grande, nuggtes com 12 pedaços, um Cheddar Mac Melt, sunday de chocolate).

05-05-06 –

03 horas antes da cirurgia - com 130 kilos

Fui para o hospital as 5 da manhã; a cirurgia começou as 8 e as 3 da tarde fui para o quarto. Tive alta dois dias depois e durante um mês passei a base de líquidos.
Mudei de emprego, passei a ter vida social, abandonei o vício de internet.

SAÍ DO CAMAROTE E FUI PARA O PALCO DA MINHA VIDA.

Descobri como é bom viver, ter amigos por perto, ter o direito de fazer o que quer, sem cobranças e  preconceitos.

Com a perda excessiva de peso, sobrou muita pele na barriga, seios e coxas. Passei um bom tempo tentando a cirurgia de correção de abdomem pelo plano de saúde, mas o plano se negava a cobrir os custos, sob alegação de ser uma intervenção estética.
Em julho de 2008 a ANS (Agência Nacional de Saúde) determinou a obrigatoriedade de cobertura de cirurgia plástica reparadora de abdomem para submetidos a cirurgia bariátrica.
Fiz a plástica da barriga em setembro outubro de 2008.Em setembro de 2011 ganhei na justiça o direito de cobertura para a plástica nas pernas e o plano de saúde pagou tudo.Em 2013 pretendo fazer a correção dos seios.   Hoje, depois de enfrentar  e eliminar todos os problemas que a obesidade me causou,  sou  FELIZ!


UM POUCO DE BEM E UM POUCO DE MAL. É SÓ MISTURAR COM ÁGUA.

Trabalho com comunicação há cerca de 10 anos.
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*moro em São Paulo
*tenho duas filhas de 4 patas
*adoro cozinhar e comer
*palmeirense
*tenho transtorno compulsivo depressivo, em tratamento

ESSE BLOG serve como uma terapia para exteriorizar meus pensamentos, perceber minhas necessidades de mudança, avaliar meus erros e acertos, virtudes e defeitos.
Aqui tem minhas tristezas e alegrias. Meus sonhos, planos e conquistas.
Tem me ajudado! Espero que ajude você a também ter uma vitória por dia.
Um beijo.

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Natal no condomínio NAS HORAS VAGAS - cozinhando na casa dos amigos 🍽🍛
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