UMA VITÓRIA POR DIA

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A depressão é uma doença e tem afetado cada vez mais pessoas pelo mundo. Tem-se que, atualmente, a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo inteiro e que de acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde, no ano de 2030 a depressão será a mais comum, entre todos os tipos de doenças.

Sendo assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma animação para mostrar de forma clara o que é a depressão, e como se livrar deste problema.

Todos nós devemos conhecer um pouco sobre essa doença que tem se tornado tão comum e ajudar quem conhecemos a superá-la.

Na postagem anterior, comentei sobre a nova medicação, o Citalopram. Gostei muito dos resultados. Já tem um mês que estou me sentindo um pouco mais calma. As coisas continuam me incomodando e irritando, mas algumas eu consigo conversar e explicar para a pessoa que aquilo me faz mal e pedir para parar, não fazer, ou se não tiver jeito, eu explico que vou sair de perto um pouco para não me irritar. Por exemplo: gente batendo os dedos na mesa, barulhos repetitivos, assovio, atrasos.

Depois que aprendi a explicar para as pessoas as coisas que me irritam, que me fazem perder o controle, e aprendi a tentar me controlar e ver se consigo superar, tenho certeza que foi um grande salto no meu tratamento, mas tem uma coisa que é muito, muito difícil pra mim.

BARULHO

Televisão, música alta no carro, em casa, qualquer tipo de som alto, agudo, repetitivo, me tira a concentração e o equilíbrio.
A maior dificuldade que tenho é no trabalho. O barulho da sala onde trabalho é muito grande e  eu perco completamente  a concentração, fico muito dispersa, começo a me sentir como se estivesse em um labirinto de vozes. Nesse estágio, começo a sentir um aperto no peito, as vozes parecem que aumentam, as minhas mãos começam a tremer. O meu ouvido parece arder. Daí eu quero pegar o meu protetor de ouvido mas  as minhas mãos começam a tremer, vários telefones tocando ao mesmo tempo, parece que esqueci onde está o protetor de ouvido e acabo saindo correndo da sala, para parar de sentir esse sufocamento, esse ardido no ouvido, essa sensação de estar perdida em um labirinto.

Eu não faço parte dessa sala onde estou. Eu faço parte da equipe de produção de conteúdo de Ensino a Distância, mas por dificuldades de logística, estou no andar do setor comercial. Diversos jovens e adolescentes estagiários falando, atendendo clientes ao telefone, mas em alguns momentos, eles falam, e bastante alto, das particularidades da vida deles e começam as risadas, as brincadeiras. Então, eu que tenho como característica, trabalhar quieta, sem conversar, fico muito atrapalhada, perco a concentração e começo a ficar nervosa.

Estou nessa sala desde setembro de 2013 e tenho plena certeza que a minha produtividade caiu muito.

Já comuniquei por algumas vezes os meus superiores sobre essa dificuldade mas nunca foi feito nada. Em uma sala que tem quase 20 pessoas no lugar certo e fazendo a mesma coisa, a única pessoa que não faz o mesmo trabalho sou eu, então… não tenho força nenhuma pra mudar algo. Só sinto que estou pior a cada dia. Já conversei inúmeras vezes com a minha psiquiatra sobre isso. Ela me recomendou para sair da sala sempre que me sentir sufocada. Se eu fizer isso, vou passar mais tempo fora da sala do que dentro.

Algumas vezes, já acordei e fiquei com uma sensação incômoda, pensando em vir trabalhar e encontrar aquele barulho.O sufocamento começou em casa. Tive vontade de não ir trabalhar, mas respirei fundo e fui.

Sabe, as vezes gente vai se moldando ao mal, por medo de largar tudo para encontrar o bem. Precisamos é ter cabeça no lugar e coragem para mudar ou se mudar.

Olá amigos do bem e do mal.

Desde que fui diagnosticada no F333, venho tomando o Carbonato de Lítio e o Valproato de Sódio e algo ainda não estava bem. As vezes, a tristeza me arrebatava, me jogava no chão. Uma tristeza sem explicação. Todas as lembranças, não importando em que época aconteceu tal episódio, voltam ao presente. E vem junto aquela vontade de acabar com a tristeza, com a angústia.
E então, dessa última vez, chorei tudo o que tinha pra chorar, contei tudo o que estava sentindo ao meu marido e ele disse que achava que eu estava com depressão. Como eu tinha consulta na psiquiatra no dia seguinte, contei tudo a ela e ela confirmou.
Mas espera aí: não me sinto uma depressiva, afinal de contas não sou triste todos os  dias, não fico trancada no quarto, não ando por aí chorando. Só sinto essa tristeza as vezes, mesmo sendo muito forte, acontece muito esporadicamente.

Ela me receitou ao CITOLOPRAM 20MG
Espero que seja mais uma ajuda do bem para a minha parte do mal.

ajuda-social

Hoje escrevo com um certo alívio. Percebo como muita coisa mudou.

CRISE
Tive uma crise violentíssima, quando resolvi assistir o filme As Faces de Helen, que conta a história de uma mulher com Transtorno Bipolar.

As Faces de Helen
Fiquei muito deprimida enquanto via o filme e no final não conseguia para de chorar. Comecei a ver que algumas coisas tinham acontecido comigo: o distanciamento das pessoas, a agressividade, a tristeza e depois, quando as pessoas simplesmente desistem e vão embora. Helen perdeu o marido, a filha, o emprego.
Perdeu também a única que a compreendia, a amiga, que também era bipolar e  não aguentou essa doença terrível, se jogou do alto do prédio em que morava.

Comecei a ficar com muito medo pois eu já tive perdas e abandonos. O que mais faltava? Perder o emprego e me matar.
Um medo e uma tristeza começaram a se instalar em mim. Eu estava no trabalho. Liguei para a minha psiquiatra mas ela não estava no consultório. Liguei para a psicóloga mas como ela é do convênio, não pode atender por telefone. Fui para o banheiro e chorei muito, muito. Tinha vontade de ir pra casa, tomar vários remédios pra dormir e não acordar mais. Ainda bem que há um mês eu entreguei todas as cartelas de Aprazolan para o meu noivo esconder. Pedi para que ele guardasse e me desse apenas um comprimido quando eu precisasse dormir.
Pensei em ir pra rua e atravessar na frente de um ônibus.
Mas não fiz nada, fiquei ali, chorei, chorei e pedi pra chamar um colega de trabalho, o Jari ,que já havia conversado comigo sobre tudo isso e tinha vivido essa experiência com o pai. Então ele me deu a dica de conversar com a minha psiquiatra sobre complementar a medicação com Litio, pois para o pai dele deu certo.

CONSULTA
Marquei a consulta e conversei tudo isso com a minha médica. Falei ainda do ódio que eu sentia sobre algumas coisas, algumas situações, a vontade que eu tinha de bater e  matar as pessoas por coisas banais. De como as vezes eu me sentia muito acelerada, da necessidade que sentia em  fazer um milhão de coisas e me sentir sempre muito cansada. Pra se ter uma ideia, sempre fui assim: Se estou em casa e me  programei para ver um filme, levanto diversas vezes para fazer algo. Vou varrer a casa porque vi uma sujeira, vou pegar algo para comer, depois preciso naquele momento ir lavar a louça, aí já que estou na cozinha, vou arrumar algo que está fora do lugar e por aí vai. O filme acaba e eu não vi nada.
Agora, morando com meu noivo, o que mais me irrita é a diferença entre o meu tempo e o tempo dele para fazer as coisas. Até pouco tempo atrás saíamos juntos para trabalhar. Eu gosto de sair duas horas mais cedo, pois fico prevendo atrasos, ônibus lotado, fila e não admito que eu mesma chegue atrasada no trabalho.
Acordava as 5:00, já pilhada, tomava banho, fazia escova e chapinha no cabelo, me maquiava, escolhia a roupa, arrumava a cama, a casa toda e ficava lá, esperando ele apenas tomar banho e colocar a roupa.
E ele, sempre no tempo lento dele, que demora no banheiro, demora pra tomar banho e já começava uma briga pela manhã. Percebi que o que mais me irritava era aquele barulho da água do chuveiro por 30 minutos e na minha percepção se parecem horas intermináveis. Um dia escrevo sobre as influências exteriores que me fazem entrar em crise, como por exemplo, barulhos.
Como percebi que ele não iria mudar, passei a ir trabalhar sozinha. Continuo fazendo as coisas no meu horário,  saio de casa a hora que acho boa pra mim, assim chego antes na fila do ônibus, vou sentada, tranquila e chego no trabalho 1 hora mais cedo. É… uma hora mais cedo, errado, né, mas é a minha mania. E com isso, essa briga terminou, ficamos cada um no seu tempo, de boa!
Contei tudo isso a ela, sobre o filme, sobre a crise, sobre as raivas incontroláveis, os desejos e matar e morrer e o cansaço intenso que sentia por fazer muitas coisas em pouco tempo, da agitação que da uma sensação péssima de que o mundo é lento só pra me irritar. Ela então decidiu entrar com o Litio.

foto Tanto o Carbonato de Lítio quanto o Depakene são oferecidos pelo SUS, o que é ótimo, pois são medicamentos caros. Chegando em casa, fiz uma pesquisa sobre o medicamento, conheci os efeitos colaterais e comecei a me adaptar, pois coloquei na cabeça que se não me adaptasse, teria que parar com a medicação e seria péssimo pra mim. Não queria me tornar uma Helen.

O Lítio é usado para acabar com as oscilações de Depressão, Hipomania ou de Mania (Transtorno Bipolar), para potencializar antidepressivos, para prevenir certas formas de enxaqueca e para controlar impulsividade e agressividade exageradas. Mesmo quando não acaba com as recaídas, faz com intervalo entre elas seja mais longo e com que as fases sejam mais fracas.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS:
O lítio é uma das mais importantes descobertas da psicofarmacologia moderna. Além de atuar na fase aguda da mania, previne também o seu aparecimento e, possivelmente, também a fase de depressão. Com doses adequadas a melhora é mantida por tempo prolongado, as recidivas tornam-se cada vez menos frequentes e não ocorrem amnésias ou distúrbios da função cerebral.
Na maioria dos casos, o tratamento com Carbonato de Lítio leva ao desaparecimento de todas as manifestações de mania, sem que os pacientes sintam ou causem a impressão de que estão narcotizados.

* Aumento de peso (retenção de líqüidos e aumento de gordura): faça caminhadas, exercícios e tome bastante água.
* Leve tremor nas mãos: diminuir café, refrigerantes, chá preto, chá mate e tomar mais água.
* Diminuição da função da Tireóide. É raro e os Endocrinologistas preferem tratar a tireóide do que mandar suspender o Lítio, para evitar recaídas das depressões ou fases maníacas.
* Muito raramente, pode ocorrer que os cabelos fiquem menos lisos. Eles podem não voltar a serem lisos após a interrupção do tratamento.
* Não existe comprovação científica que o Lítio provoque alteração nos dentes, mas não custa nada caprichar na escovação.

* Intoxicação de Lítio: por exemplo, no caso de uma infecção urinária, ou de ter tomado dose alta demais:
*Tremor forte.
*Voz pastosa.
*Pernas fracas, fraqueza muscular.
*Diarréia, vômitos.
*A letra fica pequena e “pontuda”.
Suspenda o Lítio, ligue para seu médico. A intoxicação de Lítio costuma passar em horas.”

Fonte(s):http://www.mentalhelp.com/litio.htm

Sabendo de tudo isso, comecei a tomar bastante água para não ficar inchada, já que morro de medo de engordar.

UMA SEMANA FORA DA MONTANHA RUSSA

MONTANHA RUSSA

Percebi que depois de uma semana com a combinação de medicamentos, não tive crise de mania ou depressão. Estou mais tranquila,  mais no meio termo. Fico chateada com alguma coisa, feliz com outra, mas consigo perceber que não é algo fora do controle, aquela alegria absurda ou aquela tristeza mortal. Agora é tudo simples.
Acho que consegui sair da montanha russa que eu sempre andei e sempre detestei.
Acho que agora posso curtir os outros brinquedos do parque de diversão, sem restrições.

PARQUE

Ontem o Fantástico apresentou uma matéria sobre pessoas com Trantorno Bipolar.
Assisti e percebi que as pessoas da minha casa também viram e achava que com isso, eles iriam entender um pouco mais sobre as minhas crises. Mas fiquei com uma sensação que faltava algo naquelas informações… não era só aquilo que o Dr. Dauzio Varella abordava.
Eu sentia bem mais que aquilo tudo que as duas convidadas falavam.

No grupo Bipolar Brasil, várias outras pessoas também tiveram essa impressão.

Vejam o que pensa a Angela, que manifestou seus pensamentos na página do grupo no Facebook.

… NÃO ABORDARAM, O QUE REALMENTE UM BIPOLAR SOFRE, NO SEU DIA A DIA .
NÃO FALARAM DO SOFRIMENTO DAS PESSOAS QUE CONVIVEM COM UM BIPOLAR.
DO QUANTO É DIFICIL, MANTER UM RELACIONAMENTO,UM CASAMENTO, CRIAR UM FILHO, TRABALHAR, MANTER AS IDEIAS EM ORDEM. A VIDA SOCIAL, ONDE POUCAS PESSOAS ENTENDEM, O PORQUE DE VOCE ESTAR LINDA, E PRONTA PARA IR NUMA FESTA , E DO NADA ,VOCE TER VONTADE DE SE TRANCAR EM SEU QUARTO , NÃO QUERENDO VER MAIS NINGUÉM….…NÃO FALOU DO QUANTO É DIFICIL A INFÂNCIA DE UM BIPOLAR , A ADOLESCÊNCIA DE UM BIPOLAR. AS PESSOAS QUE DESCONHECEM , DIZENDO QUE VOCE É UMA PESSOA , INSTÁVEL DE ” LUA “.UMA HORA ESTA BEM , NA OUTRA ESTA TRISTE….

Entenda um pouco mais, assista esse vídeo sobre Bipolaridade, no qual Jairo Bouer (UOL) entrevista Dr. Ricardo Alberto Moreno.

bipolarMeu primeiro contato com o Transtorno Bipolar do Humor foi dos 6 aos 16 anos, vivendo com a minha mãe, que era bipolar. Nos anos 80 ninguém falava sobre Trasntornos Obsessivos Compulsivos e nem de longe haviam ideias de tratamento.
Me lembro que ela tinha crises de tempos em tempos. Durante a semana, alguns dia ela estava alegre, feliz e em outros dias estava muito brava, irritada e passava dias trancada no quarto. Ela saia do quarto só para ir ao banheiro e pegar algo para comer. Guardava diversos pães dentro do guarda roupa para poder comer quando estava em crise. Não conversava com ninguém. E quando  estava bem, comentava que não sabia o que acontecia com ela e dizia:

“É como se o meu corpo fosse se trancando todo e a raiva fosse se instalando de dentro de mim. E de uma hora pra outro, parece que todos os cadeados se abrem e eu fico feliz outra vez”

Era essa frase que ela falava sempre, depois que saia dos dias trancada no quarto.

As minhas tias dizem que eu sempre fui assim: de uma hora pra outra eu não queria mais conversar, chorava por motivos bestas e as vezes ficava muito agitada, muito feliz, até sem motivo,  “coisa de criança”. (ou não)

Bom, pulando vários anos, já na vida adulta, me lembro de vários episódios, que hoje, sei que fazem parte da Bipolaridade.

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loka5  O ESTOPIM DA BOMBA

Parece que tudo vai bem e de repente um empurrão, alguém lento na minha frente, um acontecimento banal (sempre banal) que vai contra o meu planejamento, a minha vontade, é o que basta para o botão do humor mudar e instalar a crise. É igual ao que minha mãe falava: a raiva vai se instalando. E eu xingo, sou agressiva,quero bater nas pessoas, brigar por qualquer coisa e até, por muitas vezes, pensei em me matar.
As crises aumentaram em 2008 e tiveram seu pico em 2011 com vários acontecimentos entre separação, acidente, depressão profunda.
Comecei a me consultar com um psicólogo, mas nunca abordei essa questão do Transtorno Bipolar. Falava de modo específico sobre coisas que me tiravam do controle emocional, mas nunca abordamos sobre o motivo.
Semana passada (01-03-13) aconteceu um  fato que acredito que tenha sido o empurrão que eu precisava para iniciar o tratamento.

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CORRENTE DE COMBATE AO CÂNCER
Recebi diversas mensagens pelo Facebook sobre uma tal corrente composta apenas por mulheres, na qual elas teriam que fazer uma conta com o dia que nasceram e o mês e o resultado, daria em uma cidade do mundo (absurdo), então elas colocavam no perfil o dia do aniversário e a tal cidade, ficando assim, por exemplo: 14 dias em NY. E essa tal corrente seria em prol ao Combate de Câncer de mama (mais absurdo ainda).
Isso me tirou completamente do sério. Recebi mais de 100 mensagens em uma tarde. Fiquei extremamente brava, irritada, xinguei de forma muito pesada algumas mulheres que participavam dessa corrente imbecil.
Desabafei e pronto. Como sempre fazia quando algo me irritava: xingava, mandava par PQP e pronto.
Um dia depois, a minha melhor amiga, irmã e protetora, Juliana Tribino veio conversar comigo sobre essa irritabilidade, que poderia me trazer problemas. Falamos sobre vários episódios de descontrole que tive e fui pensando sobre o assunto.

CHEGOU O DIA
No dia seguinte, marquei consulta com uma psiquiatra e conversamos sobre o histórico da minha mãe, as coisas que aconteciam comigo, as consultas com o psicólogo e ela disse: Você tem Transtorno Bipolar do Humor. É uma doença que não tem cura, tem tratamento e pode ter ligações com hereditariedade”.
Ela disse que eu precisava iniciar o tratamento combinado: Acompanhamento médico com psiquiatra, acompanhamento com psicólogo e medicamento, o estabilizador de humor. Comecei tomando o Ácido Volrpóico (Depakene) duas vezes ao dia e marquei consulta com psicólogo especializado em TBH. Estou bem confiante no tratamento para que os sintomas se neutralizem.

ENTENDENDO O TBH
A TV Cultura exibe um programa sobre o tema,  no qual  a A Dra. Doris Hupfeld Moreno do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas-SP explica sobre a doença e os tratamentos.

O QUE É O TRASNSTORNO BIPOLAR DO HUMOR
É um disturbio mental crônico e episódico. Começa em geral na infância e adolescência e até os 30 anos a pessoa já desenvolveu a doença e ela dura a vida toda e evolui com episódios de crises dos polos negativos ou positivo. Ambas podem durar dias, semanas ou anos.
O Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor. Estas mudanças vão desde oscilações normais, como nos estados de alegria e tristeza, até mudanças patológicas acentuadas e diferentes do normal, como episódios de MANIA, HIPOMANIA, DEPRESSÃO e MISTOS. É uma doença de grande impacto na vida do paciente, de sua família e sociedade, causando prejuízos freqüentemente irreparáveis em vários setores da vida do indivíduo, como nas finanças, saúde, reputação, além do sofrimento psicológico. É relativamente comum, acometendo aproximadamente 8 a cada 100 indivíduos, manifestando-se igualmente em mulheres e homens.

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Polo Negativo
Depressão –  (leve, moderada e grave). O indivíduo sente tristeza, carência, apatia, falta de energia, desânimo, falta de capacidade de sentir prazer sexual, insônia.

Polo Positivo – Euforia  –  (mental e físico). O indivíduo tem pensamentos rápidos demais, tem “pressa” em pensar e fazer coisas, não consegue relaxar, não consegue ficar parado sem fazer nada, sempre está procurando algo para fazer, como arrumar coisas, limpar a casa, mudar algo de lugar, andar depressa, entre outras coisas, o que pode causar fadiga mental e física ao extremo. Irritabilidade, agressividade. Existe também os aumentos de atividades de compulsão. Compras, bebiba, drogas, comida, tatuagens, piercings, etc. Nas fases de euforia que se combinam com TPM, a irritabilidade fica mais forte.

O tratamento do transtorno bipolar é dividido em três fases: aguda, continuação e manutenção.

A VIDA COM TBH
Sem tratamento, é um inferno. Eu mesma já não estava mais me aguentando. Nas crises, tanto de euforia quanto de depressão, não aguentava mais  o cansaço, a revolta, a incompreensão.
As amizades vão se acabando, as pessoas de casa não aguentam mais o meu mal humor habitual. Até que cheguei em casa e falei pra minha tia que ia procurar a psiquiatra, pois estava no limite. Conversei com o meu noivo, falei tudo o que estava acontecendo. As pessoas não tem como saber, elas acham que sou chata, arrogante e briguenta de forma gratuita.
Estou no segundo dia do remédio e minha consulta com psicóloga especialista é daqui 5 dias. Em breve escreverei mais detalhes aqui nessa categoria.

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar.”
Clarisse Lispector

De um minuto pra outro, tudo pode mudar. O doce vira azedo e a chatice torna-se admirável.
A ruga na testa se transforma em sorriso nos lábios e a voz doce muda para um grito que dói nos ouvidos da alma.
A paciência que já é curta acaba em fração de segundos querendo isolamento imediato e depois, um mergulho no mar de carência por atenção e companhia.
E tudo isso sem máscaras. É tudo óbvio, até quem é cego percebe as alterações do velocímetro.
Nos altos e baixos, vive o bipolar.
Eu não!!! Eu sou tri
:(:


UM POUCO DE BEM E UM POUCO DE MAL. É SÓ MISTURAR COM ÁGUA.

Trabalho com comunicação há cerca de 10 anos.
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*moro em São Paulo
*tenho duas filhas de 4 patas
*adoro cozinhar e comer
*palmeirense
*tenho transtorno compulsivo depressivo, em tratamento

ESSE BLOG serve como uma terapia para exteriorizar meus pensamentos, perceber minhas necessidades de mudança, avaliar meus erros e acertos, virtudes e defeitos.
Aqui tem minhas tristezas e alegrias. Meus sonhos, planos e conquistas.
Tem me ajudado! Espero que ajude você a também ter uma vitória por dia.
Um beijo.

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